Crítica: Matar ou Morrer (1952)

Will Kane (Gary Cooper) está prestes a ser substituído do cargo de xerife, pois acaba de se casar com uma quaker que é contra o uso de armas e violência. O problema é que no trem do meio dia chegará a cidade um bandido preso por Will e libertado por um tribunal do norte. Tal bandido, com a ajuda de três parceiros, busca vingança. Faltando algumas horinhas para o meio dia, Kane decide enfrenta-los, mas nesse meio tempo ele deve encontrar alguém que se habilite a encarar a morte com ele e também evitar que sua mulher o abandone.

Tarefa difícil que ganha uma tensão quase insuportável nas mãos do diretor Fred Zinnemman. Durante os 85 minutos o sentido de urgência jamais diminui, afinal o diretor faz questão de mostrar o relógio se aproximando do meio dia, além de repetir tomadas do trilho que se estende para o horizonte, como se o trem pudesse chegar a qualquer momento. Como não poderia ser diferente, a busca de Will por reforços é desesperadora. Todos tem algum argumento para não fazer parte do tiroteio que se aproxima, mas fica evidenciado que o maior empecilho é a covardia. O lado bom fica extremamente claro para a população. Por que não ajudar?

O trabalho de montagem é um dos grandes destaques de Matar ou Morrer, algo que pode ser confirmado na cena em que o trem finalmente chega. A tensão vai aumentando aos poucos, primeiro com som do trem ficando mais alto, depois com cortes rápidos e closes em alguns personagens. É um excelente trabalho, tanto técnico, como de atores. Para quem gosta de westerns Matar ou Morrer é como fazer uma quadra de ases bebendo um bom whisky.

Título original: High Noon
Ano: 1952
País: USA
Direção: Fred Zinnemann
Roteiro: Carl Foreman
Duração: 85 minutos
Elenco: Gary Cooper, Grace Kelly, Lee Van Cleef

/ matar ou morrer (1952) -
bruno knott,
sempre.

About these ads

4 comentários sobre “Crítica: Matar ou Morrer (1952)

  1. O filme é criativo justamente por mostrar toda a ação em 85 minutos. É como se a notícia do trem do meio-dia chegasse por volta das 10h30 da manhã e o clímax ocorrese às 12h em ponto. Zinemann é um diretor muito bom, um dos melhores da história – e aqui ainda encontramos Gary Copper e Grace Kelly inspiradíssimos. Era muito mais ele para filme de 1952 que “O Maior Espetáculo da Terra” e mesmo “Cantando na Chuva”.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s