Crítica: Sem Limites (2011)

Sem Limites (Limitless, 2011)

Sinopse: Eddie Morra (Bradley Cooper) é um escritor enfrentando um monstruoso bloqueio criativo que o impossibilita de escrever algo aproveitável. Ele não faz a menor questão de cuidar de sua aparência e parece também não se preocupar muito em fazer durar uma relação amorosa. A vida de Eddie está caminhando para o fundo do poço, até que seu ex-cunhado aparece e oferece a ele uma nova droga, capaz de potencializar suas sinapses e elevar sua inteligência a um nível assustador.

 Review: Sem Limites é mais um daqueles filmes cujo argumento é estimulante o suficiente para nos manter empolgados, mas que acaba perdendo a força a medida que se aproxima do final. É até fácil entender os motivos que não deixam este novo trabalho do diretor Neil Burger funcionar de maneira homogênea, mas antes vou me ater aos pontos positivos.

 A escolha de Bradley Cooper como o ator principal é o primeiro acerto do Sem Limites. Ele tem o carisma necessário para nos aproximar de seu personagem, algo que também é facilitado pela explicativa e muitas vezes bem humorada narração em off.

A ideia por trás dessa pílula milagrosa é fantástica. Sob o efeito dessa droga Eddie se transforma em um verdadeiro gênio. Ele consegue se lembrar de todas as coisas que um dia ele já viu, mesmo que tenha sindo de relance e tem a capacidade de utilizá-las de maneira eficiente para transformar sua vida em poucos dias. É bacana pensar em como seria útil ter uma pílula dessas. Imagine poder ler um texto rapidamente e absorver tudo o que você precisa para ir bem em uma prova. Legal, não? Ou então, imagine ter a capacidade de usar a criatividade para escapar de qualquer situação complicada. Neil Burger acerta quando altera a fotografia de acordo com o fato de Eddie estar ou não sob o efeito da droga. Se sim, a fotografia é cheia de cores vivas e brilho, se não, ela é fria, apagada e triste.

Obviamente, algo tão bom assim não seria de graça. Além da pílula custar caro, a abstinência é acompanhada por consequências como náuseas, vômitos, fraqueza e, a julgar pelos outros usuários, a morte.

Mas o que impede o filme de ser algo memorável? Simples: o excesso de subtramas. Os furos no roteiro existem e podem atrapalhar a apreciação dos espectadores mais rigorosos, mas o que incomoda mesmo são as várias situações pelas quais o personagem passa e que ficam sem conclusão. Para citar alguns exemplos há o relacionamento com a namorada, o agiota russo que está na cola de Eddie, o assassinato da loira no hotel, um guarda-costas que o persegue, sua incursão no mercado financeiro, sua relação com a ex-mulher, o livro que ele escreve, os efeitos do uso e do não uso da droga e a lista continua. Muita coisa, pouco tempo. Quase nada é aprofundado de maneira satisfatória. Pena.

De qualquer forma, Sem Limites possui mais acertos do que erros. A direção ágil e criativa de Neil Burger, o bom trabalho de Bradley Cooper e a própria ideia da pílula são bons motivos para pedir uma pizza, abrir uma coca, apertar o play e curtir.

Nota: 7/10

Info: IMDb   metacritic   RT

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5 comentários sobre “Crítica: Sem Limites (2011)

  1. Apesar de algumas falhas no roteiro também gostei do filme.

    A escolha de acelerar as imagens para mostrar o personagem de Bradley Cooper sobre o efeito da pílula é perfeito.

    Abraço

  2. Esse filme tem uma edição sensacional, mas confesso que eu me senti mal com aquele jogo de zooms, de aproximar e distanciar. Fora que eu achei que a história se perde um bocado, na medida em que a trama vai se avançando na história de Eddie Morra.

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