Crítica: Dark City (1998)

Dark City oferece uma equilibrada mistura entre visual e conteúdo, algo nem sempre fácil de se alcançar. O diretor Alex Proyas utiliza diversas influências que vão desde Metropólis a filmes noir e cria uma experiência visualmente das mais interessantes do cinema recente. Os cenários parecem falsos, tudo é muito escuro e tudo parece diferente do normal. A história não fica muito atrás em termos de qualidade e ela se destaca pela inteligência e ousadia. Trata-se de um mundo artificial controlado por seres misteriosos. O objetivo deles é estudar o ser humano em busca de nossa “alma”. Eles realizam as mais variadas experiências, mudando pessoas de profissão, fazendo ricos virarem pobre, tramando assassinatos e assim por diante, isso sem que ninguém perceba. Não tem como não lembrar de Matrix enquanto assistimos a Dark City. As coincidências são enormes, desde pontos específicos do roteiro até algumas tomadas de câmera. Será que os irmãos Wachowski se inspiraram em Dark City de alguma maneira? Temos aqui até mesmo a existência de uma pessoa diferente, que é capaz de perceber o que está acontecendo após acordar ou “nascer” em um recipiente cheio de água, como Neo em Matrix. O fato é que Dark City empolga bastante, mas às vezes pode ser um tanto confuso. O desfecho acerta na dose ao criar um clima de tensão dos mais intensos, pena que ele se alonga por mais tempo do que deveria.
Dá pra dizer que ele é um cult movie, pois tem vários admiradores espalhados por aí. Gostei muito do que vi, mas não para exaltá-lo tanto. De qualquer forma, voltarei a ele mais algumas vezes no futuro.
7/10 

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3 comentários sobre “Crítica: Dark City (1998)

  1. Um filme que equilibra ousadia artística com trama interessante, você afirma — como tudo que Proyas já dirigiu, eu diria (à exceção o bem mais ou menos DIAS DE ENSAIO). Embora já faça uns dois anos desde que vi, preciso concordar que o final realmente se estende, mas não chega a diminuir o brilhantismo que o diretor dá à narrativa. Também não sou grande fã, mas estou disposto a revisitar em ocasiões futuras.

  2. Todo mundo fala de “Dark City”, mas eu nunca assisti a este filme, apesar desse status cult que a obra possui. Imagino que o visual do filme seja um de seus pontos mais altos.

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