Crítica: Um Século em 43 Minutos (1979)

Um Século em 43 Minutos é uma mistura de ficção científica, comédia romântica e thriller. Colocar Jack, O Estripador e H.G. Wells em uma viagem no tempo, indo da Londres de 1893 até a São Franciso de 1979, na qual Wells tenta capturá-lo para que ele responda por seus assassinatos parecia ser o ponto forte do filme, mas não foi o caso. As melhores cenas são aquelas que mostram um H.G. Wells deslocado no século XX, tentando se acostumar com avanços tecnológicos como telefones, televisão e com involuções gastronômicas, como o McDonald’s. Malcolm McDowell oferece uma performance cheia de presença de espírito, transformando seu personagem em um peixe fora d’água dos mais cativantes.
A história romântica mostra uma boa química entre McDowell e Mary Steenburgen em alguns momentos, mas é um romance que não convence muito. Com um olhar crítico mínimo já podemos observar diversos furos no roteiro, principalmente no que concerne às viagens no tempo feitas aqui. Claro que trata-se de ficção, mas exige-se pelo menos uma coerência interna, como acontece com De Volta para o Futuro e Lost, por exemplo. Tais falhas são relevadas pelos vários admiradores que o filme possui, mas este não é o meu caso. Assisti ao filme pela primeira vez há uns bons dez anos e minhas reações permaneceram praticamente as mesmas: risos nos momentos em que Wells tenta interagir com as modernidades e tédio quando o roteiro investe no romance e em Jack, O Estripador.
5/10  

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2 comentários sobre “Crítica: Um Século em 43 Minutos (1979)

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