Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba – 2013

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O segundo festival de Cinema de Curitiba vai acontecer entre 6 e 14 de junho de 2013. A proposta básica é nos oferecer filmes independentes do tipo que são pouco (ou quase nunca) vistos nas nossas salas de cinema. Haverá longas e curtas-metragens, além de oficinas de Assistência de Direção e Produção Colaborativa, Produção Executiva e Crítica Cinematográfica.

Você poderá conferir no Espaço Itaú de Cinema (Shopping Crystal) na Rua Comendador Araújo, 731 – google maps e também na Cinemateca, que fica na R. Pres. Carlos Cavalcanti, 1174: google maps.

Detalhe interessante: os ingressos vão custar 5 reais e 2,50 a meia. Poderão ser comprados a partir do dia 28 nos locais citados acima.

A programação estará disponível em breve no site oficial.

Aqui vão algumas informações sobre os filmes selecionados para a mostra competitiva internacional de longa metragem:

74-The reconstitution of a struggle

74 – Istiaadat Li Nidal (74 – The reconstituion of a struggle)
Dir: Raed Rafei, Rania Rafei
País: Líbano
Duração: 98 min
Gênero: Documentário
Sinopse: Reconstrução do protesto dos estudantes libaneses em 1974, que durou 37 dias e contou com a ocupação de universidades.
Nota no IMDb: Sem avaliação.

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Ape (Ape)
Dir: 
Joel Potrykus
País:
EUA
Duração:
86 min
Gênero:
Comédia/Drama/Fantasia
Sinopse: 
A rotina um comediante meia-boca, que além de tudo é também um piromaníaco. 
Nota no IMDb: 
4.3

boa sorte-meu amor-2012Boa Sorte, Meu Amor (Good Luck, Sweetheart)
Dir: Daniel Aragão
País: Brasil
Duração: 95 min
Gênero: Drama
Sinopse: Quando Dirceu encontra a estudante de música Maria, ele sente a necessidade de mudar os rumos de sua vida.
Nota no IMDb: 6.9

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Cama de Gato (Cat’s Cradle)
Dir: Filipa Reis, João Miller Guerra
País: Portugal
Duração: 57 min
Gênero: Docudrama
Sinopse: Uma jovem mãe tenta cuidar de si mesma e do seu bebê, resultado do primeiro amor que não deu muito certo.
Nota no IMDb: Sem avaliação.

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Documentarian (Documentarian)
Dir: Ivarz Zviedris, Inese Klava
País: Letônia
Duração: 82 min
Gênero: Documentário
Sinopse: O diretor do documentário aborda uma senhora solitária e decide filmá-la, mas ela se mostra pouco receptiva com a situação.
Nota no IMDb: 5.8

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Esse Amor que Nos Consome (This Love That Consumes)
Dir: Allan Ribeiro
País: Brasil
Duração: 80 min
Gênero: Ficção
Sinopse: Dois companheiros de longa data se mudam para um velho casarão no centro do Rio de Janeiro. Ali ensaiam com sua companhia de dança.
Nota no IMDb: Sem avaliação.

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Halley 
Dir: Sebastian Hofmann
País: México
Duração: 84 min
Gênero: Drama/Horror
Sinopse: O tema dos mortos-vivos abordado como cinema de arte.
Nota no IMDb: 5.5

leviathan-2012

Leviathan
Dir: Lucien Castaing-Taylor, Verena Paravel
País: Reino Unido
Duração: 87  min
Gênero: Documentário
Sinopse: Documentário filmado no atlântico norte sobre a indústria da pesca comercial.
Nota no IMDb: 7.2

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Los Mejores Temas
Dir: Nicolás Pereda
País: México
Duração: 103 min.
Gênero: Docudrama
Sinopse: O filme conta a história de Emilio, um homem de 50 anos que aparece na casa de sua família após ter ficado 15 anos ausente.
Nota no IMDb: 4.5

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Posas
Dir: Lawrence Fajardo
País: Filipinas
Duração: 93 min.
Gênero: Drama
Sinopse: A trama acompanha um ladrão capturado pela polícia e nos mostra a quantas anda o respeito pelos direitos humanos e a cultura da corrupção.
Nota no IMDb: 7.2

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Rocker
Dir: Marian Crisan
País: Romênia
Duração: 90 min
Gênero: Drama
Sinopse: Um roqueiro de mais de 40 anos enfrentando dificuldades com o filho viciado e que também é músico.
Nota no IMDb: 6.8

Cabiria (1914)

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De acordo com Martin Scorsese, o diretor Giovanni Pastrone inventou o gênero épico com Cabiria. Não ouso discordar. Contando com cenários grandiosos cheios de detalhes, milhares de figurantes e uma duração original de cerca de 3 horas, o filme é de fato um épico em todos os sentidos. Como curiosidade, ele inclusive influenciou D.W. Griffith a produzir o “espetáculo colossal” Intolerância, de 1916.

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Além da importância histórica, Cabiria é ainda uma ótima experiência por si só. A versão disponível atualmente tem menos de 2 horas, então temos a oportunidade de apreciar as melhores partes do roteiro. A trama se passa na Roma do século III a.c. Após o vulcão Etna entrar em erupção, a garota Cabiria é raptada e vendida como escrava para os cartagineses. Cabe ao nobre Flavius Axilla e ao seu ajudante, o enorme Maciste, a tarefa de resgatá-la.

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Com um ritmo dinâmico, Cabiria nunca cansa, só perde um pouco da força em raros momentos. Impressiona a quantidade de cenas arrojadas em que figurantes arriscam a vida, como quando os soldados fazem um tipo de escada humana para subir em uma fortificação. Imagens quase hipnóticas e poderosas não faltam, sendo o destaque nesse sentido a assustadora sequência do sacrifício. Vemos também personagens históricos realizando feitos que aprendemos na escola, como Arquimedes botando fogo na frota romana e Aníbal cruzando os Alpes.

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Às vezes o excesso de subtramas nos confunde e talvez este seja o único problema mais relevante do filme, juntamente com a trilha sonora repetitiva. No final das contas, uma das melhores coisas aqui é constatar os avanços técnicos do diretor, principalmente com os elegantes movimentos de câmera e a iluminação bem trabalhada. Logo na primeira assistida tornou-se um dos meus preferidos do cinema mudo.

NOTA: 8

FICHA TÉCNICA
Cabiria (1915)
Duração: 123 min
Direção: Giovanni Pastrone
Roteiro: Giovanni Pastrone, Gabriele D’Annunzio
Elenco: Bartolomeo Pagano, Umberto Mozzato, Lidia Quaranta
Info

Lost 1×12 – Whatever the Case May Be

lost-kate-1x12Whatever the Case May Be avança muito pouco na trama principal e possui um flashback pouco inspirado centrado em Kate. Antes da ilha a garota enganou um grupo de bandidos para ter acesso ao cofre de um banco. O objeto que ela tanto queria era um pequeno aviãozinho de brinquedo com significado sentimental.

Na ilha, ela e Sawyer descobrem um lago com uma cachoeira e decidem dar uma relaxada. Durante o mergulho, eles encontram uma maleta Halliburton que Kate primeiramente finge não lhe despertar interesse, mas Sawyer percebe que não é bem assim. Ele passa o episódio inteiro tentando abrir a maleta, proporcionando cenas engraçadas. Kate consegue a ajuda de Jack para abrir a maleta, mas não sem antes enganar o médico. Um tanto irritado por ter sido mais uma vez ludibriado por Kate, ele arranca da garota o motivo de tamanha importância do tal aviãozinho: “Pertencia ao homem que eu amava… Pertencia ao homem que eu matei!”. Em um episódio posterior essa história nos é explicada com detalhes.

Enquanto isso, Sayid pede ajuda de Shannon para traduzir os escritos em francês do mapa de Rousseau. Finalmente Shannon tem a oportunidade de se sentir útil. Dá para dizer também que aqui inicia-se o romance dos dois, que é provavelmente o romance menos convincente do seriado.

Whatever the Case May Be
continua sendo uma decepção e destoando em termos de qualidade e impacto do resto da primeira temporada.
7/10

Les Vampires (1915)

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Dirigido por Louis Feuillade e com destaques para Musidora e Marcel Lévesque, Les Vampires foi lançado como um seriado de 10 capítulos, totalizando 7 horas de duração. Confesso que demorei um certo tempo para chegar ao fim, mas é inegável que o filme é repleto de ótimos momentos, além de ser um prato cheio para quem quer conhecer mais sobre a História do cinema.

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Apesar do nome sugerir, Les Vampires não possui vampiros em sua trama. O título, na verdade, faz referência a um grupo de bandidos que toca o terror pelas ruas de Paris. Um dos seus líderes é Irma Vep, de longe a melhor personagem. Ela é muito mais interessante que qualquer um dos heróis. Há quem a considere a primeira femme fatale do cinema.

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A trama é bem simples e em geral garante boas doses de ação e suspense. Mesmo sem utilizar muitos recursos estilísticos, Louis Feuillade imprime um ritmo ágil a Les Vampires, com várias cenas arrojadas de perseguição que exploram diversos elementos da cidade, como telhados de prédios, trens em movimento, passagens secretas e muitos outros. A criatividade é um dos pontos fortes aqui. Sobra um tempinho também para o humor, muito por conta do verdadeiro alívio cômico que é Mazamette, este aí da foto abaixo:

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Infelizmente, algumas sequências são um pouco arrastadas e até confusas, prejudicando levemente a experiência. Acho que foi por isso que demorei tanto tempo para assistir a todas as partes.

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De qualquer forma, o filme possui mais pontos positivos do que negativos. Sorte a nossa que ele foi redescoberto na década de 1950 por críticos americanos. Seria uma pena não ter a oportunidade de conhecer este ótimo exemplo de cinema de entretenimento de 100 anos atrás.

Nota: 7.5/10

Ficha técnica
Les Vampires (1915)
Direção: Louis Feuillade
Roteiro: Louis Feuillade
Com: Musidora, Marcel Lévesque, Édouard Mathé
Duração: 399 min

/assista a parte 1 no youtube