Review: Game of Thrones 4×03 – Breaker of Chains

game-of-thrones-4x03-breaker-of-chainsApós o intenso episódio da semana passada, podemos considerar este terceiro capítulo da quarta temporada como uma experiência um tanto morna. A trama avança pouco, mas algumas respostas foram dadas e certos rumos começam a ser trilhados, principalmente em relação a Tyrion e a aproximação dos selvagens. Não temos nenhum acontecimento de real impacto e o ritmo é um pouco lento.

Com a morte de Joffrey, Tywin assume a responsabilidade de controlar a situação. E ele não perde tempo. No velório de Joffrey ele não hesita em conversar com Tommen sobre qual a qualidade que o comandante precisa ter para ser um bom rei. Justiça? Santidade? Força? Tywin oferece vários exemplos que mostram que tais virtudes não são as ideais. O garoto chega a conclusão de que um rei necessita de sabedoria, algo que ele adquire com o tempo e com seus conselheiros. Fica claro que Tywin já está iniciando o processo de influenciar as atitudes do jovem rei.

E não foi apenas essa conversa que aconteceu na presença do corpo inanimado de Joffrey. Presenciamos também a demonstração do sentimento doentio entre Jaime e Cersei, em uma das cenas mais mórbidas do seriado. No seriado foi um estupro, no livro não me pareceu ser bem assim. Teria que reler a passagem para confirmar.

Tyrion aguarda o seu julgamento na prisão. Ele recebe a visita de Poddrick, que lhe traz um pouco de comida e informações. Tyrion será julgado por três juízes, sendo que um deles é Oberyn, em mais uma astuta manobra de Tywin. Foi tocante acompanhar o forte laço de amizade entre o anão e o seu fiel escudeiro.

Descobrimos que Mindinho planejou o resgate de Sansa. Com qual intenção? O tempo irá dizer. Está aí um personagem dos mais interessantes, inteligentes e perigosos. Um diálogo revela bastante sobre sua maneira de pensar: “dinheiro compra um silêncio temporário, a morte compra o silêncio eterno”.

Outro personagem dos mais cruéis é o Cão de Caça, que mesmo recebendo abrigo e comida de um desconhecido, não pensa duas vezes antes de roubar todas as economias que ele possuía. Arya fica revoltada com a atitude dele, mas o Cão lhe diz que as coisas funcionam assim neste mundo. Se formos pensar em termos de sobrevivência em Westeros, será que ele está errado?

As sequências mais interessantes foram as passadas na Muralha e seus entornos. Tivemos um pouco de enrolação com Sam pensando na melhor maneira de proteger Gilly, mas também foi nessas redondezas que vimos o brutal ataque dos selvagens, com participação efetiva de Ygritte. Os selvagens estão chegando e a patrulha da noite encontra-se muito reduzida. Como Jon Snow e os outros vão proceder? Tudo indica que, inicialmente, eles darão um jeito naqueles que tiraram a vida de Mormont.

Para encerrar este regular episódio, um pouco da mãe dos dragões. O objetivo de Daenerys é libertar o maior número de escravos e o próximo alvo é Meeren. O confronto entre o campeão da cidade e Daario Naharis foi um ótimo momento, apesar do resultado previsível. Agora sabemos que ele é casca grossa também. As correntes quebradas foi uma ótima ideia, mas não criou tantas expectativas para a sequência. Pelo menos para mim.

Talvez este tenha sido um dos episódios mais fracos de Game of Thrones, mas isso não me permite chamá-lo de ruim. Breaker of Chains serviu o propósito de explicar algumas coisas e de preparar o terreno para o que vem pela frente.
7/10

Crítica: O Diabo a Quatro (1933)

duck_soup1Muitos críticos consideram O Diabo a Quatro o melhor trabalho dos irmãos Marx. Ele foi lançado na época da Grande Depressão americana e isso foi decisivo para o fracasso nas bilheterias. Felizmente, o filme foi redescoberto alguns anos depois e hoje em dia é muito celebrado. A trama simples mostra o conflito entre as nações de Freedonia e Sylvania, o que permite que seja feita uma crítica contra a guerra e as atitudes de alguns líderes. Os números musicais são reduzidos e estão longe de atrapalhar. Em pouco mais de uma hora, somos bombardeados por inúmeras situações eficientes de humor físico e diálogos cheios de trocadilhos, ambiguidades e ironias, entregados com um timing cômico perfeito por Groucho Marx. Destaque, também, para a pantomima do inquieto e abusado Harpo. Como não se encantar com o número do chapéu ou a impagável sequência do espelho? Geniais, como a carreira destes irmãos que ajudaram a definir a comédia no cinema.
7.5/10

 

Crítica: The Music Box (1932)

music-box-1932Já havia assistido a Filhos do Deserto da dupla Laurel e Hardy (o Gordo e o Magro) e tinha gostado bastante, mas não foi o caso com este The Music Box. Trata-se de um curta de 30 minutos que mostra os dois transportando um piano escadaria acima e passando por diversas dificuldades. O problema é que o humor pastelão aqui não é nada inspirado. Durante 30 minutos eu não fui capaz de dar uma única risada. Todas as cenas são previsíveis, com resultados extremamente estúpidos. Claro, o objetivo era esse, mas isso é engraçado? Ver alguém pisando em um prego, chutando a bunda de uma mulher e colocando um chapéu molhado na cabeça é engraçado? Não para mim. É muita tolice para ser minimamente divertido. Entediante é a palavra que usaria para definir a experiência de se assistir a este curta. Até Todo Mundo em Pânico é mais eficiente no que se propõe.
4/10

Crítica: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014)

hoje-eu-quero-voltar-sozinhoHoje Eu Quero Voltar Sozinho, filme dirigido e roteirizado pelo ótimo Daniel Ribeiro, é mais uma prova de que o Brasil possui um talento monstruoso em termos de cinema. Como é bom assistir a um filme que é sensível, emocionante, profundo e divertido. São cerca de 95 minutos que passam voando e nos deixam ávidos por mais.

Os adolescentes Leonardo (Guilherme Lobo) e Giovana (Tess Amorim) são amigos inseparáveis prestes a iniciar mais um ano letivo. Leonardo é cego desde o nascimento, mas ele consegue viver bem com isso, apesar do excesso de proteção da mãe. Ela tem muitas dificuldades de aceitar o fato de que o garoto pode e deve fazer as coisas sozinho de vez em quando. Infelizmente, na escola, Leonardo é alvo de bullying em algumas situações. É triste notar que as pessoas estão cada vez piores nesse sentido. Perde-se a civilidade, mas não a piada. Tudo isso o faz pensar em realizar um intercâmbio e sumir por uns tempos.

A forte amizade de Leonardo e Giovana recebe a companhia de Gabriel e logo se inicia um tipo de triângulo amoroso. O legal é que tudo acontece da maneira mais natural possível. A barra não é forçada em nenhum momento. O sentimento entre Leonardo e Gabriel cresce aos poucos, com um começando a gostar do estilo musical do outro, com conversas sinceras, piadas não intencionais e outras experiências.

Falando em música, várias cenas ganham em intensidade e significado graças as ótima escolhas da trilha sonora, que conta com The National, Belle and Sebastian e Arvo Part.

Estamos diante de uma história de amadurecimento que funciona tão bem devido ao brilhante roteiro e à qualidade do trio de atores principais. Criamos empatia com eles logo na primeira cena e assim compartilhamos suas alegrias e tristezas.

Confesso que fiquei impressionado com a capacidade de Daniel Ribeiro de abordar temas difíceis de um jeito leve, sem exageros, mas repleto de emotividade. Está aí um diretor cuja carreira quero acompanhar de perto.

E viva o cinema!
9/10

 

Leonardo (Guilherme Lobo), Gabriel (Fabio Audi), Giovana (Tess Amorim)

Review: Game of Thrones 4×02 – The Lion and the Rose

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ATENÇÃO PARA OS SPOILERS! NÃO LEIA SE AINDA NÃO ASSISTIU AO EPISÓDIO.

Depois deste ótimo episódio já podemos dizer que a quarta temporada começou a todo vapor. The Lion and the Rose foi ainda melhor que o episódio da semana passada e nos mostrou uma morte das mais relevantes do seriado até agora, que tem a possibilidade de mudar muito os rumos da história. Mas vamos deixar isso para o fim do texto.

Logo no início vemos o estado digno de pena no qual se encontra Theon Greyjoy. Não bastasse ele ter sido esfolado e ter perdido a masculinidade, Theon acompanha Ramsay em seus jogos violentos e doentios como se fosse um animal domesticado. Depois de ter sofrido tanto nas mãos do bastardo de Bolton, ele simplesmente não consegue enfrentá-lo, como ficou provado quando Theon fez a barba de Ramsay sem lhe tirar uma gota de sangue. Quem não gostou muito dessa situação foi Roose Bolton, que queria utilizar o herdeiro Greyjoy como moeda de troca.

Detalhe para o humor negro: a cena seguinte a essa que descrevi mostra Tyrion começando a degustar uma salsicha. Coitado de Theon!

Falando em Tyrion, fazia tempo que ele não sofria tanto. O “duende” precisou cortar as relações com Shae de uma vez por todas. Ou isso ou garota corria o risco de perder a vida bem rápido, já que Cersei estava bem informada do relacionamento da garota com o irmão. Esse foi só o começo do sofrimento de Tyrion aqui.

O episódio mostrou algumas cenas centradas em Bran Stark e em Stannis. O garoto Stark recebe um tipo de visão que lhe indica o caminho a seguir e Stannis percebe que Melisandre e o Senhor da Luz ganham cada vez mais poder e influência.

Mas é claro que o destaque vai para o casamento de Joffrey e Margaery Tyrell. Eu costumo ter uma imaginação relativamente fértil, mas devo dizer que o pessoal da HBO conseguiu deixar essa sequência ainda mais interessante do que eu imaginava quando li o livro.

Tudo parecia correr normalmente: Joffrey manifestando sua arrogância de sempre, se divertindo com o sofrimento dos outros, Cersei e Jaime expressando que sentem muito ciúmes um do outro, Oberyn dando indiretas para Tywin e assim por diante.

Eis que Joffrey começa a humilhar Tyrion de uma maneira brutal. Primeiro ele ordena o tio a participar de um combate contra uma trupe de anões de circo, depois joga vinho na cabeça dele e, em seguida, o obriga a servi-lo. O garoto toma o vinho, come alguns pedaços de bolo e começa a passar mal. Rapidamente, Joffrey sangra e parte dessa para uma melhor. É isso mesmo. O provável personagem mais odiado de Game of Thrones morreu! E todas as suspeitas recaem sobre Tyrion, que vai preso a mando de uma desesperada Cersei.

Um detalhe que pode ter passado batido por alguns é um comentário feito por Olenna Redwyne no início da festa, no qual ela fala sobre a crueldade de se tirar a vida de um recém-casado, se referindo ao destino de Robb Stark.

Afinal, quem envenenou Joffrey? A resposta virá.

Mais uma vez somos surpreendidos por um acontecimento chave em Game of Thrones. É claro que não foi algo tão intenso como o Casamento Vermelho (mesmo porque nesse caso foi uma morte que agradou aos fãs da série), mas segue a ideia de que nenhum personagem é intocável e que tudo pode acontecer. Agora as coisas ficam ainda mais confusas em relação ao trono. Quem comandará o reino daqui para frente? E como os outros pretendentes à coroa receberão a notícia da morte de Joffrey? .
9.5/10

- casamentos em game of thrones possuem finais um tanto inesperados.
- margaery tyrell é viúva pela segunda vez. a garota, definitivamente, não é um bom partido!
- por onde anda o mindinho?