Crítica: Ex Machina (2015)

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Exemplares de ficção científica que trabalham de maneira instigante com ideias promissoras tem um lugar especial no meu coração. É o caso desta ótima surpresa Ex Machina. Dirigido pelo estreante Alex Garland (que assinou os roteiros de Extermínio e Dredd), o filme se passa em um futuro não muito distante. O enredo mostra Caleb, um programador de uma empresa, ganhando uma ‘loteria’ cujo prêmio é um tanto diferente. Ele recebe o direito de ir até a isolada propriedade de Nathan, o excêntrico dono da empresa, para participar de um teste do turing. Através de interações diárias com o robô criado por Nathan, Caleb deve julgar se a máquina que está a sua frente pode se passar por um humano. É certo que o tema da inteligência artificial já foi utilizado anteriormente, mas poucas vezes ele fascinou tanto como aqui. Será que essa máquina é capaz de sentir ou ela apenas foi programada para parecer ter sentimentos? Essa e outras reflexões sobre os avanços da tecnologia são impulsionadas pelo roteiro inteligente. Além disso, o clima de suspense, a imprevisibilidade e algumas reviravoltas agradam bastante. Com uma trilha sonora hipnotizante, o ato final é daquelas experiências inesquecíveis e impactantes. Grande filme!

5

Crítica: Silverado (19852)

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Apesar de não oferecer nada de novo para o gênero, Silverado trata o Velho-Oeste com respeito. Contando com um sólido elenco e uma história simples e eficiente, o filme agrada na maior parte do tempo. A primeira metade é um pouco mais leve, com tempo para várias situações que puxam para o lado cômico, já do meio para o fim as coisas ficam mais sérias e mortais. Não vou negar que Silverado possui momentos um pouco arrastados e previsíveis, mas isso é compensado pelo fato de sermos brindados com boas doses de nostalgia e ação. O diretor e roteirista Lawrence Kasdan parece ter tido a intenção de nos fazer lembrar de como esse gênero pode ser divertido. Curiosidade: o filme recebeu duas indicações ao Oscar de 1986, melhor som e melhor trilha sonora.

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Crítica: Flash 1×22 – Rogue Air

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O penúltimo episódio desta primeira temporada de Flash nos apresenta a uma interessante discussão sobre a índole de Barry, traz o Arqueiro para participar e ainda chega a diversos momentos muito aguardados, como a (provável) derrota do Flash Reverso e Iris finalmente escutando a voz do seu coração.

Foi tanta coisa interessante que parecia um season finale!

Uma coisa que me chamou muito a atenção aqui foi a comparação do tipo de herói que é Flash e que é o Arqueiro. Barry bolou um plano moralmente questionável para fazer o transporte dos meta-humanos. Ele foi atrás do vilão Snart para ajudá-lo. É claro que Snart quis algo em troca e Barry aceitou fazer, para indignação de Joe.

Barry recebeu críticas por ter tentado dar uma de malandro, mas para mim ele foi ingênuo ao achar que Snart iria cumprir o que prometeu. Aí que está um dos problemas do nosso herói. Ele acredita que qualquer um pode fazer o bem.

Flash sozinho não iria conseguir derrotar o Flash Reverso, por isso Oliver e Ronnie apareceram para salvar o dia. O trabalho em equipe costuma ser mais efetivo nesses casos mesmo. É sempre bacana ver Flash e o Arqueiro em cena juntos e dessa vez não foi diferente, apesar do foco ter sido apenas na ação.

O problema da vez é o fato do acelerador de partículas ter sido novamente ligado. Qual o plano para pará-lo e evitar mais uma catástrofe?

A conferir.

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Teatro: O Auto da Compadecida

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Está em cartaz no teatro Lala Schneider (Curitiba-PR) a peça o ‘Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna. Você pode conferir o espetáculo até o dia 31 de maio. Se eu fosse você, não deixaria essa oportunidade passar.

Com direção de Marino Jr e contando com nomes como João Luiz Fiani, Alisson Diniz, Ingrid Bozza e Lucas Cardoso no elenco, trata-se de um espetáculo cativante, recheado de humor e surpresas e que sabe trabalhar muito bem com certos dogmas da igreja católica.

Fazia tempo que não via um elenco tão inspirado! Os diálogos rápidos e o dinamismo da obra foram desafios vencidos com muito talento. João Grilo e Chicó formam uma dupla um tanto quixotesca e fascinante. Marino Jr e Lucas Cardoso parecem que estavam ligados no 220v.

O enredo simples e direto mostra a morte do cachorro da mulher do padeiro e a avareza do padre, do bispo, de João Grilo… culminando em um julgamento por Deus e pelo Diabo.

Apesar de fiel ao material original, sobra espaço para um pouco do improviso inspirado que todos gostamos.

Eis aqui uma prova de que o texto de Suassuna mantém a força e que, aliado a atores de talento, é capaz de lotar empolgadas salas de teatro pelo Brasil.

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Crítica: Tudo Começou Num Sábado (1960)

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Um dos exemplares mais importantes da New Wave britânica, Tudo Começou num Sábado é um mergulho autêntico no modo de vida de boa parte da classe trabalhadora daquele período. Arthur, o inconsequente e arrogante personagem principal, só quer saber de três coisas: trabalho, cerveja e mulheres. Para ele, isso é aproveitar a vida e “o resto é propaganda”. Ele acaba se envolvendo com uma mulher casada e ainda por cima a engravida, o que gera discussões um tanto ousadas sobre aborto. É um tanto difícil criar empatia por Arthur, mas não dá para negar que se trata de um personagem capaz de fascinar. Que o diga o público inglês da década de 1960, que lotou as salas de cinema para conferir de perto este autêntico anti-herói.

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Preview: Sense8

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Dia 5 de junho tem estreia na Netflix. Trata-se de Sense8, criação dos irmãos Wachowski (Matrix) e de Michael Straczynski (Babylon 5). Esta é a nova aposta do canal para agradar aos fãs de ficção científica.

O enredo vai mostrar oito estranhos dos mais diversos países que percebem estar conectados mentalmente. Um homem quer reuni-los, mas um outro grupo planeja assassina-los.

Serão 12 episódios, tempo suficiente para que os mistérios sejam apresentados, desenvolvidos e respondidos adequadamente, não é?

Enquanto isso, fiquemos com o trailer:

/Curta: Intratecal

4° Olhar de Cinema: Festival Internacional de Curitiba

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De 10 a 18 de julho acontece o quarto festival de cinema de Curitiba, que contará com vários longas e curtas inéditos no Brasil, além da exibição de filmes do cultuado diretor francês Jacques Tati.

Mostro aqui os 10 longas que participam da mostra competitiva.

Para mais informações sobre o festival, acesse: 4° Olhar de Cinema.

A MISTERIOSA MORTE DE PÉROLA

Após se mudar para uma cidade da França, Pérola é tomada pela solidão e nostalgia e passa a confundir sonho e realidade.

A PROLETARIAN WINTER’S TALE

“Um conto de fadas sobre as relações entre classes”.

ANGELS OF REVOLUTION

I AM THE PEOPLE

jesuislepeuple

Documentário sobre os protestos contra o governo ocorridos no Egito em 2011, sob a ótica de aldeões do sul.

KOZA

Misa e Koza formam um casal que enfrenta uma enorme dificuldade financeira, que pode ficar ainda pior pelo fato de Misa estar grávida. Koza é um ex-boxeador olímpico ele vai tentar ganhar dinheiro da única maneira que é capaz.

LUCIFER

No caminho entre o céu e o inferno, Lucifar passa por uma vila no México e interage com seus cidadãos.

MERCURIALES

A relação de duas amigas em um estilo praticamente documental.

REALITY

STORY OF JUDAS

Um olhar sobre a relação de Judas Iscariotes e Jesus Cristo, filmado em cenários naturais. Pelo trailer já podemos ver que o aspecto visual é impecável. A história, porém, poderá desagradar os ortodoxos.

VIOLENCIA

Um retrato da violência na Colômbia sob a perspectiva de três personagens.