Coração Louco


Título original: Crazy Heart
Ano: 2009
Diretor: Scott Cooper

Jeff Bridges, em interpretação magistral, dá vida a Bad Blake, uma velha lenda da música country. Antigamente detentor de enorme prestígio, hoje está falido e precisando tocar em pequenas cidades no meio do nada para sobreviver. Ele não se desgruda da garrafa de whisky, fuma e está acima do peso. Praticamente uma prescrição para um evento cardiovascular. Apesar de não estar mais na moda, ele é admirado e respeitado por fãs antigos, o que é um indício de que ele entende do que faz.

A rotina de Bad Blake muda quando conhece a jornalista Jean (Maggie Gyllenhaal). Jean entrevista Bad Blake e passamos a conhecer ambos um pouco mais a fundo. Ele não hesita em responder as perguntas da jornalista, exceto quando o assunto é o filho que não vê a mais de 20 anos e Tommy (Colin Farrell), um antigo púpilo de Blake que hoje faz um sucesso estrondoso. É importante ressaltar o ótimo trabalho de Farrell, que transforma Tommy num cara que nunca deixa de exaltar as qualidades de Blake e a importância deste em sua carreira.

Scott Cooper estreia na direção de maneira correta. Ele tenta evitar alguns clichês ou pelo menos tenta torna-los suportáveis e consegue em boa parte das vezes. O diretor absorve bem o clima country e deixa Jeff Bridges mostrar toda a qualidade dele. Não posso deixar de lamentar pelo desfecho que ocorre de maneira abrupta e pelo relacionamento de Bad Blake com Jean. Entendo que era inevitável que os dois tivessem um romance, mas me pareceu algo muito pouco convincente.

Nota: 7

/ryan bingham – the weary kind

/bruno knott

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6 comentários em “Coração Louco

  1. Jeff Bridges está mesmo explêndido. Quanto ao romance, achei que o desenvolvimento foi até interessante, o desfecho é que forçou um pouco. Entre clichês e boas atuações, um bom filme.

    bjs

    1. Eu achei meio forçado, sabe? De uma hora pra outra parecia que estávamos diante de um relacionamento intenso, de pessoas que se conhecem mais e tal.

      Mas é um problema menor.

      “Entre clichês e boas atuações, um filme” frase que resume bem o meu sentimento para com o filme!

      Bjs!

  2. Parece quase a mesma história de O LUTADOR, mas numa outra profissão. Bem, pelos atores, há de valer a pena.

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