Monstros (2010)


Nota: 8

Quando se cogitou a existência de vida extra-terrestre uma sonda foi enviada para o espaço em busca de amostras. No seu retorno, a sonda se rompe e todo o conteúdo cai no meio do México. Formas de vida estranhas aparecem por lá, fazendo metade daquele país ganhar a alcunha de área infectada. Um muro está prestes a ser erguido entre a fronteita do México com os Estados Unidos, o que faz Kaulder ter que se apressar na tarefa de ajudar Samantha, filha do dono do jornal onde ele trabalha, a atravessar a fronteira sã e salva.

Claro que as coisas não vão sair como o planejado. O caminho que eles devem atravessar se mostra extremamente perigoso. O diretor Gareth Edwards criou os efeitos especiais de maneira quase que caseira, com um orçamento bem baixo e mesmo assim conseguiu realizar algo extremamente competente, servindo muito bem o propósito de deixar o público tenso em relação a uma inevitável aparição dos aliens. Ele utiliza com sabedoria o suspense ao invés de esfregar na nossa cara os monstros. É aquela coisa de ter medo daquilo que não vemos. Escutamos os sons, vemos os estragos, sentimos o medo daqueles que já se encontraram com eles e isso vai criando uma atmosfera de medo bem carregada, essencial para o filme funcionar.

Ainda há espaço para críticas sociais e para um razoável desenvolvimento dos dois personagens principais, ambos tendo que enfrentar não só a difícil travessia, mas também problemas familiares. A cena que provavelmente vai ficar marcada na nossa cabeça acontece bem no final e nos faz pensar sobre quem é o verdadeiro inimigo. Cinema é isso. Para que gastar muito e mostrar pouco? Para um bom filme ser criado basta uma boa ideia e uma grande motiviação, coisas Gareth Edwards mostrou ter de sobra.


Título original: Monsters
Ano: 2010
País: UK
Direção: Gareth Edwards
Roteiro: Gareth Edwards
Duração: 94 minutos
Elenco: Whitney Able, Scoot McNairy

/monstros (2010) –
bruno knott,
sempre.

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8 comentários sobre “Monstros (2010)

  1. Cinema é feito de idéias inteligentes e não somente de orçamentos milhonários e personagens digitais.
    Adorei a coragem do diretor/roteirista/diretor de fotografia/editor/Homem do cafezinho Gareth Edwards.
    Adorei

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