Review: Robin Wood (2010)


Nota: 6

O objetivo de Ridley Scott não era mostrar Robin Hood e sua característica de roubar dos ricos para dar aos pobres. A ideia é contar como a lenda surgiu. Robin Longstride acompanhava o exército de Ricardo Coração de Leão no retorno das cruzadas quando a morte do rei e uma promessa feita no leito de morte de um nobre inglês o fazem mudar de rumo. Robin percebe-se no meio de uma invasão francesa às terras inglesas. O povo inglês encontra-se dividido, graças ao ingênuo e mesquinho Príncipe João. Alguém terá que os unir. Quem será?

É triste constatar que um elenco tão sólido e um trabalho técnico de qualidade tornam-se escravos de um roteiro bobo e previsível. O roteirista Brian Helgeland já realizou ótimos trabalhos anteriormente, como Sobre Meninos e Lobos e Los Angeles Cidade Proibida, mas aqui ele errou feio. Russell Crowe apesar de atuar bem parece ter apenas repetido o que fez em Gladiador. Qual a diferença entre este Robin Wood e Maximus? Difícil responder. Se a ideia era contar como surgiu a lenda, não faria mais sentido utilizar um ator mais jovem?

Apesar das duas horas e meia de duração eu não me senti cansado vendo o filme, mas é claro que muitas cenas desnecessárias poderiam ter sido cortadas. Os cenários são fantásticos, recriando muito bem o período. Além disso, a batalha final é muito bem executada, com bastante sangue e violência. É o melhor momento de Robin Hood, mesmo que tenha uma bizarrice envolvendo a participação de Marion e de umas crianças selvagens. Mais uma prova do roteiro falho.


Título original: Robin Wood
Ano: 2010
País: USA
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Brian Helgeland
Duração: 140 minutos
Elenco: Russell Crowe, Cate Blanchett, Max von Sydow, William Hurt, Matthew Macfadyen, Kevin Durand, Mark Strong

/ robin wood (2010) –
bruno knott,
sempre.

* * *
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4 comentários em “Review: Robin Wood (2010)

  1. Eu não gostei nada desta ideia do Scott de fazer um filme sobre um Robin Hood que não é Robin Hood. Uniu a ideia sem graça a um roteiro insosso, resultou num filme insosso.
    E parabéns pelo selo, Bruno!
    Abs

  2. Parabéns pelo selo!

    Não vi esse RH até hoje. Scott faz bons trabalhos desse gênero, mas até um diretor do calibre dele pode mesmo se atrapalhar por conta de um texto fraco.

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