Review: Paixão dos Fortes (1946)


Nota:

Tombstone. Impossível não associar essa cidade com Westerns. Para deixar o clima ainda mais propício, o diretor John Ford “transportou” a cidade para o Monument Valley, típico pano de fundo dos filmes de Velho Oeste. Paixão dos Fortes é uma das muitas versões do tiroteio do OK Curral, em que Wyatt Earp, seus irmãos e Doc Holliday fizeram o acerto de contas com os Clanton. Este filme é dono de uma visão romantizada do fato e talvez da mais interessante.

Wyatt Earp e seus irmãos estão de passagem por Tombstone, sem intenções de permancerem na “cidade infernal”. Isso muda quando um deles é assassinado covardemente. Uma oferta para o cargo de xerife transforma-se em uma ótima oportunidade para descobrir quem está por trás do crime. Logo, o povo da cidade vai se sentindo mais seguro com a presença da família Earp. John Ford ambienta o público sem pressa ao clima de Tombstone, mostrando jogos de pôker, noites no saloon, whisky, músicas e a presença de um ator shakespeariano.

A composição visual realizada por John Ford é qualquer coisa de primorosa, ainda mais pelo fato da fotografia ser em preto e branco. São várias cenas clássicas, como aquela em que Fonda se equilibra num banquinho e outra em que vemos uma arma sendo arremessada pelo comprimento do balcão do bar (cena homenageada em Devolta Para o Futuro 3). Um clássico não só dos Westerns, mas do cinema em geral, que faz questão de começar e terminar com os acordes da famosa canção My Darling Clementine.


Título original: My Darling Clementine
Ano: 1946
País: USA
Direção: John Ford
Roteiro: Samuel Engel,  Winston Miller
Duração: 97 minutos
Elenco: Henry Fonda, Linda Darnell, Victor Mature, Walter Brennan

/ paixão dos fortes (1946) –
bruno knott,
sempre.

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8 comentários sobre “Review: Paixão dos Fortes (1946)

  1. Confissão: vi só 1 filme do John Ford. Vergonhoso! Tenho que tirar esse atraso com urgência. Enfim, fiquei curioso com esse “Paixão dos Fortes”, Henry Fonda era invicto nos filmes que participou nas décadas de 40 e 50. Este, certamente, não deve ser a exceção =)

    abraço!

  2. Assisti a esse filme recentemente e, infelizmente, não vi nada de mais. Aliás, estou me sentido culpado (exagero), pois parece que sou o único que não gosta da obra — Roger Ebert considera esse o melhor faroeste de Ford. Adoro os filmes do diretor (dos que vi, já que ele dirigiu quase 150 produções), e certamente esse não está entre meus favoritos. Aí se encontram RASTROS DE ÓDIO e O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA.

  3. É um grande filme , como a maioria da carreira de John Ford.

    A mesma história rendeu outros bons filmes como “Sem Lei e Sem Alma”, “Tombstone” e “Wyatt Earp”.

    Abraço

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