Crítica: Reencontrando a Felicidade (2010)



Reencontrando a Felicidade é um filme sobre perdas. Mais especificamente, a pior perda que pode existir: a perda de um filho. O tema abordado já é depressivo o bastante, mas as atuações extremamente convincentes de Nicole Kidman e de Aaron Eckhart tornam tudo mais real e doloroso. O diretor John Cameron Mitchell acerta ao não se utilizar de uma mão pesada para contar a história. Ele nos mostra a ausência do filho aos poucos. Nada é esfregado na nossa cara. Reencontrando a Felicidade é um filme que sensibiliza. Sentimos a angústia dos pais ao relembrarem do filho em cada canto da casa, na cadeirinha do carro e no cachorro que o garoto amava.

O roteiro não se esquiva de mostrar como tudo aconteceu. E aí o filme mostra mais pontos positivos. Só que se eu continuar a falar sobre isso não tenho como evitar spoilers, portanto vou parar por aqui.

Escapar da atmosfera triste não é uma opção, mas o filme tem momentos menos pesados, que servem como uma certa mensagem de esperança e superação. Não vou me ater a alguma falha ou outra deste trabalho, prefiro enaltecer os acertos desse pequeno filme em termos de produção, mas enorme em sua honestidade e qualidade.
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/bk

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19 comentários em “Crítica: Reencontrando a Felicidade (2010)

  1. Gostei muito dele, acho que Kidman sustenta bastante a dor do filme – mas, seu contraponto perfeito é Eckhart que foi subestimado pela Academia, uma pena. É um filme sensível e melancólico, mas bem realista.

    Bom filme esse!

    abraço

  2. Eu não quero reduzir o filme como “aquele que marca o retorno de Nicole Kidman”, mas é quase inevitável. O filme é mediano, mas é incrível como ela se utiliza da figura bizarra que se tornou a seu favor.

    Belo trabalho!

  3. Não gostei tanto quanto você do filme. Acho Nicole correta, assim como o longa num todo. Porém, não vejo uma atriz (dentre os filmes ao qual assisti) para entrar no lugar dela, dentre as cinco indicadas. Que assim seja, então. Mas, que é uma boa atuação que supera algumas anteriores isso é, mas acho mais seguro não criar expectativas para os próximos trabalhos da atriz. Mas, concordo com o texto em sim, não contrario nenhum argumento, apenas não senti isso, “aqui dentro”. Estranho, mas é.

    Abraço!

    1. Alyson, tb acho que não devemos ter muitas expectativas em relação aos próximos trabalhos dela.

      Ela foi bem, acima da média, mas nada para ser celebrado mais do que deve!

  4. Posso falar? Um dos melhores que achei da temporada. Não acho que o filme seja apenas Kidman – além dessa estar em uma atuação avassaladora, pra mim, a melhor de sua carreira – como tem confirmado as premiações. A direção sutil de Mitchell e o roteiro muito bem delineado são tbm elementos excelentes e que colocam o filme em outro patamar.

    Doloroso, tem momentos de dor insuportáveis, mas também é reconfortante. Um grande filme, que, infelizmente, está sendo pouco reconhecido.

    E que titulozinho sem vergonha, hã?
    sem comentários.

    abs, Bruno!

    1. Caramba cara, esse título é pra foder… mas nada que a gente não espere, né?

      Bacana que vc curtiu tanto o filme! Tive uma ou outra ressalva, mas no geral achei excelente.

      Abraços.

  5. Estava na dúvida se ia vê-lo ou não, mas depois da sua crítica bateu a curiosidade. Bom saber que a Nicole Kidman voltou a fazer as pazes com um bom projeto (algo que não vinha acontecendo há algum tempo!).

  6. Este filme reúne elementos que provavelmente me farão adorá-lo: primeiro, o retorno de Nicole aos bons papéis, gosto dela e acho que ela já nos devia isso há tempos; segundo, a presença de Eckhart num bom papel dramático, é um ator que confio muito; e terceiro, a temática, já que gosto de filmes que mostram pais tendo de lidar com a perda dos filhos (não é à toa que Entre Quatro Paredes é tão querido por mim).

  7. Já gosto de “mensagem de esperança e superação”! Qualquer tragédia precisa desse raio de luz para não virar dramalhão. Ao contrário do Weiner, as histórias sobre perdas de filho não me atraem, embora me emocionem demais. Mas, depois da avaliação e observações do Bruno, tornou-se um dos filmes mais esperados da minha lista.

  8. Maravilhosamente melancolico e triste , de doer o coração ,com uma trilha sonora suave q ajuda nos momentos mais tristes , a cena do carro em q Kidman chora é de doer o coração de todo ser humano , principalmente as mulheres que ja passaram por isso .Nicole Kidman é belissima ainda, e tem uma atuação poderosa , digna da atriz q ela sempre foi , maravilhosa , mereçeu concerteza a indicação ao oscar e a varios premios , mais como o mundo tava ficado no filme da bailarina doida,entao vai né u.u

  9. ashauhsua “bailarina doida”

    Pois é, Nicole Kidman MARAVILHOSA!!! Aliás, ela sempre foi uma boa atriz!
    Espera-se grandes papeis da Kidman daqui pra frente, entre eles está “The Danish Girls” onde interpretará um transexual, pode ser mais uma indicação e outra estatueta!

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