Crítica: Touching the Void (2003)

Touching the Void é um documentário que retrata a experiência de quase morte dos alpinistas Joe Simpson e Simon Yates. O objetivo deles era escalar o Siula Grande, nos Andes peruanos. Esse pico é considerado por especialistas como um dos mais complicados de se chegar ao topo. Compreendemos a dificuldade da tarefa graças as ótimas tomadas da reigão feitas pelo diretor Kevin Macdonald.

A situação ganha contornos dramáticos quando Joe quebra uma perna, ficando suspenso por uma corda segurada por Simon. Eles não conseguiam se comunicar devido a distância e ao vento ensurdecedor e, achando que Joe estava morto, Simon cortou a corda para salvar a própria pele.

O filme é divido em duas partes: uma mostra Joe e Simon contando a história para a câmera e a outra mostra os fatos sendo representados por atores.

As cenas recriadas dão a dimensão do esforço de Joe para sobreviver, mas vê-lo olhando para a câmera e relembrando tudo o que aconteceu é o que realmente comove.

“Quanto mais perto você está da morte, mais percebe que está vivo”. A tagline do filme não poderia ser mais perfeita. A sensação de morte está presente a todo momento. Não tem como não se impressionar com tudo o que Joe teve que enfrentar para sobreviver. É uma das histórias de superação mais impressionantes que tive a oportunidade de assistir.

Joe deve ser visto como uma figura inspiradora. Além de lutar pela própria vida de maneira épica, ele se mostrou extremamente honesto e sincero ao relatar que perdeu as esperanças em diversos momentos, chegando a chorar copiosamente e gritar desesperadamente, mas nunca desistir.

Outro ponto que chama a atenção é o fato de Joe ser ateu e em nenhum momento ter pedido auxílio divino. Em situações como essa não é de se admirar que alguém que se diz ateu acabe rezando e fazendos promessas religiosas.

Não recebe uma nota 5 pelos fato dos atores não terem se mostrado muito convincentes. Se Touching the Void contasse com atores mais bem preparados a experiência seria ainda melhor.
IMDb

/b. knott

Anúncios

Um comentário sobre “Crítica: Touching the Void (2003)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s