Crítica: Os Famosos e os Duendes da Morte (2009)

Sempre me anima ver um filme brasileiro cujo tema principal não é a violência. O diretor estreante Esmir Filho emprega um ritmo lento e contemplativo para contar a história de um garoto sem nome, fã de Bob Dylan e que utiliza o apelido de Mr. Tambourine Man para expor seus sentimentos em um blog. Ele não aguenta mais viver em uma cidade tão pequena, tão pacata, que é chamada por ele de “Cu do Mundo”. Aos poucos, acontecimentos passados vão sendo revelados e o filme ganha em densidade e poesia. Esmir Filho parece não se importar muito com o cinema comercial. São várias as sequências levemente arrastadas, mas nunca cansativas. Elas servem para evidenciar o bucolismo do local e também a angústia do personagem principal. Passamos a sentir na pele toda essa mistura de sentimentos do garoto, algo essencial para que o filme funcione. Outros trabalhos muito interessantes podem sair dessa mente cheia de sensibilidade de Esmir Filho, um diretor muito promissor.
IMDb

/b. knott

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18 comentários em “Crítica: Os Famosos e os Duendes da Morte (2009)

  1. A identificação é imediata, até mesmo para quem vive nas grandes cidades.
    Esmir Filho já tinha chamado minha atenção em “Tapa na Pantera” e “Saliva”.

  2. Realmente, não é um filme comercial. É uma obra experimental e que quer mexer com as nossas sensações. Comigo, a obra falhou em emocionar, em se conectar, mas entendo a paixão dos outros por esse filme.

  3. Pena que aluguei o filme antes de ler sua crítica. Acho que poderia ter me preparado e eu me envolveria mais. Do jeito que foi, não consegui apreciar nadinha, me senti perdendo tempo. 😦

  4. Não tenho problemas nenhum com filmes mais arrastados e de densidade mais poética, mas acho que o Esmir se perde um tanto no filme pois não parece haver um ponto central, o filme parece atirar para vários lados, sem uma definição concreta sobre o que quer realmente. A fotografia é realmente deslumbrante e ajuda a construir uma atmosfera um tanto onírica para o protagonista, o que é supre bem-vindo.

  5. Assisti 2 vezes. Na primeira, não sabia se tinha gostado, mas na segunda, me certifiquei: filme belíssimo. Aquele final me deixou no chão, cara hahaha, bonito demais!

    acho fantástico um filme como esse na nossa cinemaografia, só mostra a pluralidade do cinema brasileiro atual. Sorte para nós, espectadores.

    abs!

  6. O protagonista é gay? E quem são os duendes da morte que se fala no título? A fotografia é mesmo perfeita mas de nada vale a estética se o enredo é pertubadoramente obscuro.

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