Crítica: O Casamento do meu Ex (2010)

O Casamento do meu Ex é uma comédia romântica que, além de não ter romance, não faz rir. Parece um paradoxo, mas é verdade. Como se não bastasse, como a tradução do título sugere, o roteiro é um grande clichê. Nada de novo é adicionado a este assunto batido e quase tudo que se desenrola na tela é inverossímel. Fico imaginando o que o personagem principal tem de especial para fazer a cabeça de duas mulheres bonitas e inteligentes, sendo que uma delas foi muito mal tratada por ele em um passado recente. O filme poderia ter sucesso no lado cômico, mas as tentativas de se fazer humor são frustradas. É constrangedor ver os discursos no casamento. Não sei vocês, mas eu não consigo rir da vergonha alheia, a não ser que seja algo bem trabalhado e não muito ofensivo, o que não é o caso.

O elenco tem o seu valor, mas o roteiro não deixa que eles se destaquem e nos façam esquecer da história fraca. Para não parecer um ranzinza, devo enaltecer o trabalho de fotografia e até mesmo da direção, que oferecem um ar indie e descompromissado para o filme, mas o desfecho é mais um lembrete de como faltou inspiração para este trabalho. Os pequenos acertos acabam ficando esquecidos devido a gritante intensidades dos erros.

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16 comentários em “Crítica: O Casamento do meu Ex (2010)

  1. Também não me divirto com a vergonha alheia. Geralmente faz com que me sinta mal. Me surpreendi ao ler que a diretora é mulher, também responsável pelo roteiro.

  2. Curioso que a cada novo ano, as comédias românticas estão fazendo de tudo, menos arrancar risos genuínos em seus espectadores. Risadinhas nervosas já deixaram de valer há muito tempo, estamos afim de risadas de verdade.
    P.S Só agora reparei com cuidado neste ótimo painel do lado, cheio de filmes fantásticos! =)

  3. Como eu assisto tudo que é comédia romântica, anotei a dica, mesmo o texto não sendo dos mais animadores!

  4. Essa menina do True Blood (a Anna Paquin), definitivamente não me convence como atriz. Não sei como a academia deu a ela o Oscar pelo filme O Piano. Já o gênero (comédia romântica) eu sempre acho meia-boca, poucas vezes me surpreendo vendo esse tipo de filme.

    1. Não é meu gênero preferido tb, mas as vezes acabo me surpreendendo positivamente, o que não foi o caso…

      Quanto a Anna Paquin, acho ela ótima em True Blood!

  5. Também assisti e só tenho uma coisa a dizer: deveria ter lido seu texto antes. Me pouparia o tempo perdido. Abs e parabéns pela nova oportunidade. O Fe me contou… rs

    1. hehehe se o nosso querido FELIPE RUI lesse o blog semanalmente vocês teriam fugido dessa pequena bombinha!! hehe

      valeu petit gabi, espero não fazer feio por lá!

      1. Certamente, sr. Knott! Certamente! Eu também deveria ler semanalmente, né? Vale muito e nos livra de roubadas. hahaha
        Certeza que não fará feio!

        Bjs

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