Crítica: Magnolia (1999)

Magnolia marca a passagem de Paul Thomas Anderson para o rol dos grandes cineastas vivos. Não podia ser diferente, afinal, cada um dos 188 minutos desse monstruoso épico de relacionamentos humanos esbanja genialidade. Com uma certa lentidão que nunca é cansativa, o diretor apresenta diversos personagens problemáticos e os desenvolve com o respeito que eles merecem.
Todos passam por crises e de alguma maneira estão relacionados. Temos um garotinho explorado pelo pai prestes a ganhar um quiz show, um senhor moribundo cheio de arrependimentos, um policial a procura de um relacionamento e assim por diante.
Os personagens, em sua maioria, são donos de passados problemáticos que ainda ecoam em suas vidas. São várias as cenas capazes de nos marcar profundamente, tamanha a intensidade emocional que elas contém. Isso só é possível devido a qualidade dos atores e a grande sensibilidade do diretor.
Como se não bastasse, sugiro prestar muita atenção nos números 8 e 2 que aparecem algumas vezes ao longo do filme. De alguma forma, eles podem explicar o acontecimento que deixa as pessoas atordoadas quando assistem a Magnolia.
Este é um filme repleto de significados e que trabalha os seus personagens de maneira invejável. Precisa de mais?

nota: 10/10
imdb 

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20 comentários sobre “Crítica: Magnolia (1999)

  1. Verdade, Bruno: “um filme repleto de significados e que trabalha os seus personagens de maneira invejável”. Um filme que me deixou cheia de reflexões sobre tudo. Estava no final da adolescência, crise existêncial, essas coisas. E aquela chuva de sapos, então? Primeiro viajei que era relacionada a expressão “engolir sapos”, aí me falaram da Bíblia, revi o filme e achei mais genial.

    bjs

  2. Uma obra-prima, um dos melhores filmes que o cinema já teve o prazer de apresentar, incrivel, delicioso, maravilhoso.

  3. “épico de relacionamentos humanos” é mesmo uma grande definição para esse filme, um trabalho monstruso do Thomas Anderson em perscrutar a vida de cada um dos vários personagens do filme, todo construídos riquissimamente pelo roteiro. E para além das respostas e explicações que podem conter na numerologia do filme (que é bastante interessante, por sinal), a questão da casualidade como forma de alterar a vida das pessoas, por mais desgraçadas que elas estejam, já é suficiente para louvar o filme. A sequência da chuva, no entanto, é estarrecedora.

  4. Esse filme é um daqueles poucos que fala diferente contigo a cada visita. Sempre temos algo novo a descobrir em “Magnólia” e é justamente isso que define o que é uma obra de arte.

  5. Quem me conhece sabe que eu pago muito pau pra esse filme. Comprei em VHS duplo de uma vídeolocadora que faliu perto de casa, mas emprestei tanto que acabei nem lembrando quem foi o último que pegou. =S

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