Crítica: Sucker Punch – Mundo Surreal (2011)

Zack Snyder, o diretor responsável pelos ótimos Watchmen e Madrugada dos Mortos, parece ter esquecido de um aspecto importante que ajudou os seus filmes anteriores a funcionarem: um bom roteiro. Sucker Punch mostra a garota Baby Doll sofrendo as consequências da morte da mãe e da convivência com o padastro repulsivo. De uma hora para outra, ela se vê em um hospital psiquiátrico, local em que realizará uma lobotomia em 5 dias. O objetivo, como não poderia deixar de ser, é fugir.

Agora começa a piração um tanto vazia de Sucker Punch. Para tentar tornar a estadia mais suportável a garota faz de conta que está em outro lugar, uma espécie de cabaré em que ela, e outras garotas, devem fazer danças sensuais para agradar aos clientes do local. Ao mesmo tempo, ela se imagina uma verdadeira heroína de filme de ação, tendo que realizar missões repletas de perigos para conseguir os objetos que vão tirá-la deste lugar: uma chave, um mapa, uma faca, um isqueiro e o mistério(!).

Sabemos que são quatro objetos, portanto, serão quatro aventuras de ação que se passam na cabeça da garota. Nas primeiras, ficamos encantados com o requinte técnico e estilístico do diretor Zack Snyder. Os combates são repletos de beleza gráfica, energia e além disso, de belas mulheres. O problema é que num dado momento não aguentamos mais esta fórmula repetitiva. Já não suportamos mais o slow-motion tão usado pelo diretor, os covers chatos de músicas boas na trilha sonora e claro, a percepção de que estamos vendo coisas que acontecem só no plano da imaginação, reduzindo o impacto de maneira inevitável.

Este filme é uma tentativa de mostrar que a estética pode nos fazer esquecer uma história ruim, sem sucesso. Por mais que o filme tenha seus defensores que dizem que ele é recheado de metáforas e que permite interpretações, não consigo encará-lo desse jeito.

Nossa empolgação com o filme dura pouco e no final apenas um mistério permanece: Que diabos significa o título SUCKER PUNCH?
5/10

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11 comentários em “Crítica: Sucker Punch – Mundo Surreal (2011)

  1. Esse filme poderia ser resumido pela seguinte pergunta: de que adianta fazer um filme visualmente perfeito se a história é um lixo??? A qualidade de um não disfarça a péssima qualidade do outro….

  2. Bom, não achei o roteiro tããão ruim assim, tudo bem que fica um jogo cíclico, quase videogame sem muito sentido, mas o início é interessante e essa questão de fuga da realidade tão natural ao cérebro humano em estado extremo também. Mas, poderia mesmo ser melhor desenvolvido, estética visual apenas uma hora cansa.

  3. Discordo. O problema do roteiro não é nem a repetição, e sim as quebras de ritmo. Toda a ação ser de uma hora para outra trocada pela realidade é meio ruim… E a estética faz esquecer um roteiro ruim SIM. Vide os elogios a Avatar (não que ele seja ruim, mas maior clichê impossível), Resident Evil: Afterlife (Coisa mais non sense non ecxiste), entre outros.

    1. De fato essa falta de fluidez na mudança da fantasia para realidade é péssima.

      Apesar do roteiro de Avatar ser muito clichê, ele era suficientemente interessante pra manter a nossa atenção. Já em Sucker Punch vc desiste depois da terceira criação da garota, é muito repetitivo.

      Abs.

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