Crítica: O Gigante de Ferro (1999)

Passados mais de 10 anos do lançamento de O Gigante de Ferro, é com tristeza que percebemos que ele ainda não alcançou o reconhecimento que merece. O difícil é entender porque.

O filme trata da chegada de um gigante de metal na Terra e sua tocante amizade com um garoto. Ambos ensinam coisas valiosas um para o outro, além de se divertirem bastante. O robô quer simplesmente existir e ser feliz, mas quando um enviado do governo está na região para destruí-lo as coisas mudam um pouco de tom.

Tudo relacionado ao filme agrada, desde o visual bacana do robô, com seus sorrisos discretos mas cheios de significado, até o teor antibelicista que ele possui. Uma cena que é difícil de tirar da cabeça é aquela em que o robô se vê no meio de caçadores de alces. É impossível não se emocionar com a reação do robô. É aí que percebemos a intenção dos criadores de mostrar que ele é uma maquina com um senso de humanidade imenso, maior do que o de muitas pessoas de carne e osso.

Emocionante, sim, mas jamais abusando do sentimentalismo. Além disso, ele ganha pontos por ser uma mistura de CGI e desenho a mão que impressiona esteticamente. São menos de 90 minutos de uma história com um significado e que não precisa de números musicais para nos enrolar (como a maioria dos desenhos da disney). Magia pura! 9/10

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15 comentários sobre “Crítica: O Gigante de Ferro (1999)

    1. com certeza, Amanda.

      além disso, o filme acabou esquecido tb graças ao período pós 11 de setembro, qdo o povo americano estava com sede de vingança e apoiando os militares. um filme claramente antibelicista não tinha como dar certo…

      1. Não tem nada a ver com 11 de Setembro, o filme foi lançado dois anos antes…

      2. justamente. foi lançado em 1999 mas ao longo dos anos seguintes foi um tanto esquecido pelos americanos, talvez pela vontade de vingança do povo… o filme tem uma mensagem totalmente contrária a qualquer tipo de luta armada.

  1. Nossa. Não me recordo muito dessa animação, assisti quando ainda era bem criança … talvez eu reveja um dia desses ;*

  2. Enquanto lia sua postagem fui lembrando de vários filmes (O Dia em que a Terra Parou, A.I.,Starman – o Homem das Estrelas), mas do Gigante de Ferro nunca ouvi falar. Vou até procurar na locadora, Bruno. Um abraço, S.

  3. adorei o seu comentario , e sobre o filme eu o asisti quando era piqueno, nao que eu seja adulto pois tenho apenas 16 anos mas voltando pro filme desde aquele dia eu nunca o esqueci é tipo o titanique, marca quem o asiste, hoje vou assistilo novamente.

  4. Sempre gostei muito desse filme e assisto ele desde pequeno, Seria um bom filme se fosse feito com personagens humanos, eu acho que, quem sabe mais a frente, esse filme não pode ser lançado, os valores do filme também são muito bons. Gosto muito deste tipo de animação e o filme por ser feito como se fosse na década de 70 é melhor ainda. Me lembro daquela parte que o Hougart mostra para ele as revistas em quadrinhos , muito legal , tenho este filme em casa, procurei por tudo que foi canto para encontrar ele. Bruno parabéns pelo artigo. Posso publicar o seu artigo no meu site ? Com a sua autoria ?

    BRUNO G.C.

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