Crítica: A Hora do Espanto (2011)


A Hora do Espanto é um remake do filme de mesmo nome lançado em 1985. Apesar de não haver muitas justificadas para que fosse feita uma nova versão, ela acaba superando o original em vários aspectos.
A ideia é a mesma: Charley, um garoto dos subúrbios norte-americanos desconfia que o seu vizinho Jerry é um vampiro. E ele tem os seus motivos para isso, já que a casa de Jerry tem as janelas vedadas e, em uma cena construída com muita tensão e competência, percebemos que Jerry simplesmente não consegue entrar na casa do garoto. Classicamente, para o vampiro entrar na casa de alguém ele precisa ser convidado. Acho que depois dessa já dá pra fechar o diagnóstico.
Aqui, o “vampirismo” é tratado de um jeito mais nostálgico e por isso agrada tanto. Collin Farrell confere muita autoridade ao personagem, que parece se divertir quando está prestes a usar seus afiados caninos em suas presas.  A primeira parte do filme é embalada por um clima de mistério e suspense, pois demora um pouco até Charley ter a certeza de que lida com algo mais perigoso do que um simples vizinho metido a pegador.
Não é só tensão e sangue que vemos em A Hora do Espanto. O humor também esta presente, seja nos diálogos entre os garotos ou até mesmo em algumas cenas recheadas do bom e velho humor negro.
É uma boa maneira para lembrarmos de quem são os vampiros de verdade, principalmente nessa época Twilight em que vivemos. A Hora do Espanto pode não ter a profundidade de Deixe-me Entrar, mas ele oferece quase tudo o que um fã do gênero espera.
7/10 

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