Crítica: O Ritual (2011)

Ninguém vai assistir a O Ritual achando que verá uma obra-prima, mas é legítimo esperar pelo menos um roteiro decente, um clima de suspense eficaz e atuações dignas. Bom, o fato é que Ritual não tem nada disso, o que faz dele merecedor de figurar em qualquer lista de piores do ano. É uma tarefa impossível criar empatia com Michael, um seminarista que tem dúvidas em relação a própria fé e que é enviado para um curso de exorcismo no Vaticano. As ações e escolhas do personagem soam extremamente falsas e absurdas, assim como a história em si. O que dizer da cena em que o Padre Lucas está no meio de um exorcismo e o seu celular toca? Se fosse uma comédia seria até engraçado, mas como a ideia era criar um clima de tensão torna-se um momento constrangedor para quem assiste. Além disso, deve-se ressaltar negativamente o ritmo muito arrastado, a falta de inspiração dos atores, inclusive de Anthony Hopkins, os vários sustos fáceis e o “vilão” extremamente caricatural no ato final. Para se ter uma ideia de quão decepcionante é O Ritual, basta dizer que O Exorcismo de Emily Rose o supera em todos os aspectos.
3/10 

Anúncios

10 comentários sobre “Crítica: O Ritual (2011)

  1. Olá Bruno, nem parece que vimos o mesmo filme! Para mim até que teve suspense e atuações corretas. Acho que sou mais medrosa. Bom domingo, S.

  2. Mesmo longe de ser um grande filme, gostei do resultado. O tema de exorcismo é batido, por isso o longa não apresenta grandes surpresas.

    Não achei que Anthony Hopkins estivesse ruim, ele cumpriu seu papel. Agora concordo que Colin O’Donoghue, o ator que interpreta o jovem padre é mesmo bem fraco.

    Abraço

    1. Quando assisto a um filme com o Hopkins sempre espero uma atuação genial… ficou evidente que ele estava um um tanto quanto no piloto automático aqui, mas, realmente, ele cumpre o papel.

  3. Acho esse “O Ritual” um saco. Se ele merece algum crédito, é pela performance segura de Alice Braga e por Anthony Hopkins, que, ao contrário de você, achei que fez o que podia com o papel. Mas acho que a culpa do filme ser tão ruim vem do próprio diretor, Mikael Håfström, que fez muito mal em migrar para a indústria hollywoodiana.

    1. É que achei os personagens tão desinteressantes que ficou difícil de elogiar o Hopkins…

      é… mas acho que esse tipo de filme deve gerar grana, fazer o que!

  4. Coisa mais grotesca, valeu pela presença sempre marcante de Alice Braga. Talvez se tivesse encarado num daqueles dias de “nada mais serve senão um filme trash”… quem sabe teria até aturado mais?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s