Crítica: Os Inocentes (1961)

Não são muitos os diretores que são capazes de construir uma atmosfera tensa e cheia de suspense como Jack Clayton fez em Os Inocentes. A ambientação ajuda bastante, já que a governanta Miss Giddens aceita um emprego em uma enorme e isolada mansão. Ela deve cuidar de um casal de crianças e evitar se comunicar com o tio, justamente quem a contratou para o serviço. Não demora muito e ela começa a notar coisas estranhas relacionadas ao local, como vultos, vozes e ruídos misteriosos. O suspense aumenta de maneira gradual, com algumas revelações importantes do passado da mansão e dos antigos empregados, culminando em um desfecho impactante. Filmes em que crianças se mostram mais inteligentes do que deveriam ser me assustam, como é o caso deste Os Inocentes. É interessante notar que nem tudo é devidamente explicado, o que abre uma brecha para mais de uma interpretação. É a casa realmente mal-assombrada ou tudo se passa na cabeça de Miss Giddens? Não importa qual das interpretações você defenda, o filme merece reconhecimento pelo o que ele é na sua essência: um terror psicológico de qualidade superior.
8/10 

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3 comentários sobre “Crítica: Os Inocentes (1961)

  1. Um excelente filme dela, Bruno, é Narciso Negro, procure quando puder, vale muito a pena. Sem falar em A Um Passo da Eternidade, outro clássico absoluto. Sobre Os Inocentes, em específico, gosto muitíssimo; Jack Clayton nunca deixa o filme ficar óbvio e pelo que me lembre há meia dúzia de momentos realmente inesquecíveis. Abs!

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