Crítica: A Invenção de Hugo Cabret (2011)

A Invenção de Hugo Cabret se passa na Paris da década de 1930. Hugo é um órfão que vive escondido em uma estação de trem. Seu maior desejo é consertar um autômato que havia sido recuperado pelo seu pai antes de morrer. Consertar esse robô seria para Hugo como ter o pai de volta por alguns momentos, já que ambos trabalharam juntos na tentativa de fazê-lo funcionar. Aos poucos descobrimos que tal robô é muito mais do que uma simples máquina. Na realidade, ele guarda uma relação próxima com Georges Méliès, o diretor de cinema responsável pelo filme Viagem à Lua e também por difundir o cinema no início do século XX.

A história do garotinho Hugo não é das mais originais e ela ainda sofre com um certo problema de ritmo, mas são detalhes que podem ser relevados dada a grandiosidade do que Martin Scorsese alcança aqui. Scorsese celebra de maneira emocionante a História do cinema. Qualquer pessoa que já se sentiu interessada por conhecer os primórdios da sétima arte vai se encantar em ver o estúdio de Méliès recriado, assim como receber uma verdadeira aula sobre o tema, mas de uma maneira bem convidativa, com bastante magia e momentos inesquecíveis.

A paixão que Méliès demonstrava ao realizar seus filmes é algo inspirador. Através do roteiro descobrimos várias curiosidades interessantes sobre ele, como o fato de ter como profissão anterior o ilusionismo e de ter criado o primeiro estúdio de cinema da Europa.

Não tenho dúvidas que muita gente vai digitar Méliès no google ou Viagem à Lua no youtube. Scorsese não só transmite o seu amor por cinema, como consegue fazer o público se interessar pelo assunto. Aliás, Scorsese contribuiu e continua contribuindo para que o cinema seja algo tão fascinante, afinal ele está por trás de filmes como Os Bons Companheiros, Taxi Driver, Touro Indomável e Ilha do Medo. Reparem como ele é capaz de variar bastante os seus temas, sem perder a qualidade. A Invenção de Hugo Cabret tem um toque de aventura e de magia, além de contar com uma técnica de 3D tão boa como a de Avatar.

Eis uma bela oportunidade para dar asas à imaginação e esquecer por alguns minutos desse nosso mundo imperfeito. [info]

Nota: * * * * *

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13 comentários em “Crítica: A Invenção de Hugo Cabret (2011)

  1. Assistimos ontem ao filme e, confesso, choramos! Achei os dois lados do filme muito bons, a História do Cinema e a história de Hugo. Estava apenas esperando seu post para contar. rs
    Bjs

    1. Que bom que gostaram Petit!!! Tava preocupado com o Felipe, o cara não curtiu (na verdade achou uma MERDA) os Descendentes, filme que gostei bastante. Só faltava não ter gostado dessa maravilha, né?!

      Bjs

  2. Revi ontem e é ainda mais encantador rever para prestar atenção em detalhes novos. Não chorei de novo, mas continuei me emocionando com Méliès que para mim é o verdadeiro pai do cinema que conhecemos.

  3. Eu ainda não assisti a este filme, mas me parece ter sido um daqueles casos de filme feito por um apaixonado por cinema (Scorsese) para apaixonados por cinema. Quero muito conferir!

  4. E eu já acho que nessa variação de temas, Scorsese se deu mal. Considero apenas bom e mais pelo quesito visual do que por qualquer outra coisa. O roteiro muitas vezes se encontra raso e o diretor não consegue disfarçar a dificuldade em ser engraçado, nas tentativas falhas de levar o riso ao espectador, usando de tombos para trazer comédia ao filme. Chega a ser lamentável. Mais do que isso, a edição de som trazendo “barulhinhos” clichês num simples mover de braço do boneco, é um dos ‘segundos’ mais deprimentes da carreira do diretor. Não vejo química também nas crianças. Durante um bom tempo vão na artificialidade, até nós nos acostumarmos com essa situação. O menino quando encontra com a garota parece perder as meadas da atuação, mudar a feição, e torna-se inexpressível. Em suma, a câmera inigualável do Martin sempre vai demonstrar a capacidade que ele tem em dirigir um filme, mas nem sempre disfarçar a fraqueza que há em outros fatores. Abraço!

    1. Já eu não tive problemas quanto a esses aspectos, o humor basicamente está na atuação do Sacha e em algumas gags que você citou e dependendo do seu estado de espírito dá pra rir sim… mas certamente não dá para esperar litros de risadas.

      O ator que fez o moleque é fraquinho mesmo, ele sempre fica tentando forçar a expressão em cada situação…

  5. Oi Bruno!

    Quero MTO ver esse filme. Parece diferente de tudo o que Scorsese tem feito não?

    Queria pedir desculpas pela ausência aqui no blog! Na verdade, semana que vem entro de férias, então vou continuar ausente por mais um tempo, rs. No final de março eu retorno renascida das trevas! =)

    O La Matinée! estará aos cuidados da Baby Sitter automática do WordPress, rs.

    Abs!

  6. Não é filme para criança. O que já acaba com qualquer chance do filme fazer sucesso, já que foi vendido dessa maneira. É um filme para cinéfilos. Mas, mesmo assim, algumas falhas me incomodaram, especialmente no roteiro. Em certo ponto, parece que “A Invenção de Hugo Cabret” só quer colocar um amontoado de homenagens e referências, esquecendo que precisa construir uma história…

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