Crítica: Dark Star (1974)

Não são poucas as curiosidades que estão por trás deste sci-fi de baixo orçamento. Trata-se do primeiro filme de John Carpenter, diretor que venho admirando cada vez mais, apesar de alguns péssimos trabalhos no currículo, como Fantasmas de Marte e Vampiros. Dark Star era um curta metragem que o diretor fez na época de faculdade, juntamente com o subestimado Dan O’Bannon, responsável pelo ótimo A Volta dos Mortos Vivos. Com a adição de algumas cenas chegamos aos 80 minutos de filme que temos aqui. O roteiro não poderia ser mais simples: um grupo de astronautas em uma nave com o objetivo de destruir planetas instáveis, para uma colonização posterior. O que agrada em Dark Star são as bizarrices de certas situações e os diálogos peculiares. Não há como não rir do alienígena que parece uma bola de praia e da bomba que pensa por si mesma, às vezes de uma maneira até filosófica. O filme pode não saltar aos longos em termos técnicos, mas Carpenter soube criar cenas bem elaboradas, como aquela em que um tripulante se encontra preso no elevador. Ao mesmo tempo em que ela diverte, ela transmite uma grande aflição, afinal não temos certeza se ele conseguirá se salvar. Dark Star também pode ser encarado como uma eficiente paródia de 2001 – Uma Odisseia no Espaço, mas ele tem sim vida própria. Recomendado para os amantes de sci-fi e para quem tem curiosidade sobre o início da carreira de John Carpenter.
7/10 

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3 comentários sobre “Crítica: Dark Star (1974)

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