Crítica: O Pacto (2011)

No primeiro ato de O Pacto existe a promessa de um bom filme. A ideia de um grupo de pessoas cujo objetivo é fazer justiça com as próprias mãos proporciona reflexões éticas e morais, além de nos fazer pensar sobre que atitudes tomaríamos se estivéssemos no lugar do personagem de Nicolas Cage. Infelizmente, a construção competente de uma atmosfera perigosa e imprevisível vai sendo demolida do meio para o fim, quando O Pacto se torna um filme de ação que não oferece nada de novo para o gênero. São perseguições de carro sem atrativos e investigações nada inspiradas. Também atrapalha bastante o fato de um simples professor que ensina Shakespeare se transformar num verdadeiro herói de ação. As coisas pioram ainda mais no desfecho, momento em que somos bombardeados por reviravoltas que não surpreendem e uma cena final supostamente inteligente.
5/10
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