Crítica: The War of the Worlds (1953)

Quando se assiste a um filme dos anos 50 cujos principais atributos são os efeitos especiais e a sensação de medo que causava no público da época temos que ter bom senso. Hoje em dia os efeitos especiais são muito ultrapassados e muita coisa que era para chocar na verdade nos faz rir, mas isso não tira todos os méritos do filme. A sensação de que simplesmente não há escapatória para os terráqueos é intensa e vai ganhando proporções épicas a cada cena que passa, a cada narração em off mostrando outra cidade destruída ao redor do mundo. Isso ainda funciona.
A ideia não é desenvolver personagens ou nos mostrar diálogos profundos. Tudo é muito rápido e direto. Não é um filme que privilegia os atores, mas, convenhamos, a atriz Ann Robinson faz um trabalho horrível. Ela desfere gritos desproporcionalmente altos, capazes de ensurdecer quem assiste ao filme com fones de ouvido. Isso sem falar nas expressões faciais dela, uma mais falsa do que a outra.
Quando as coisas estão ficando boas o roteiro nos esfrega na cara um desfecho dos mais simplórios e sem graça do século e, de brinde, uma mensagem religiosa um tanto fora de lugar.
6/10 

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