Crítica: 20.000 Léguas Submarinas (1954)

O filme 20.000 Léguas Submarinas consegue captar com maestria o espírito de aventura do livro escrito por Julio Verne. Dos filmes baseados na obra do escritor acredito que este é o que alcançou o melhor resultado. O elenco principal é ótimo, contando com um Kirk Douglas que claramente se diverte em suas cenas, principalmente naquelas que divide espaço com um leão marinho. O capitão Nemo também é destaque. Ele surge como um capitão um tanto ameaçador e que nutre uma grande antipatia pelos seres humanos, tal qual no livro. A diferença é que aqui esse ódio é explicado de uma maneira mais satisfatória.
Os efeitos especiais são surpreendentes por se tratar de um filme antigo, assim como as sequências que representam o fundo do mar que continuam empolgando e até criando um certo suspense. O ar fantástico está em cada descoberta, em cada animal exótico que vislumbramos. O conflito básico se resume aos três novos tripulantes que são obrigados a permanecer no submarino Nautilus. É claro que eles querem arrumar um jeito de escapar, mas o professor Aronnax aproveita cada instante no submarino para ver coisas novas e para conversar com Nemo.
É daquele tipo de filme que é puro entretenimento, impossível de ficar cansativo ou arrastado. Ele ainda tem ao seu favor o selo da Disney numa época áurea.
7/10

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2 comentários sobre “Crítica: 20.000 Léguas Submarinas (1954)

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