Crítica: Planeta dos Macacos (1968)


Planeta dos Macacos é um verdadeiro marco da ficção científica. Fez tanto sucesso que originou quatro sequências, um seriado de TV e remakes. Não é difícil entender os motivos de tanta admiração. Trata-se de um filme dono de um roteiro criativo, que mexe com o imaginário do público e que ganha vida de maneira competente nas mãos do diretor Franklin J. Schaffner.
Tudo começa com quatro astronautas americanos que viajam na velocidade da luz, avançando cerca de 2000 anos no tempo e caindo em um planeta desconhecido. As primeiras cenas mostram os três astronautas sobreviventes explorando este planeta que parece não passar de um grande deserto sem vida. Logo, eles dão de cara com seres humanos que não falam e que agem como animais irracionais. Quando ainda tentam entender a situação, se vêem perseguidos por macacos evoluídos. Sim, eles estão em um planeta em que os macacos estão no topo da escala evolutiva. Taylor (Charton Heston) é capturado, mas suas habilidades chamam a atenção dos chimpanzés Zira e Cornelius.
Ver macacos como os seres pensantes e os homens como meros animais imundos, que não servem para muita coisa, no máximo como cobaias de experimentos científicos, nos causa um estranhamento intrigante. Durante todo o filme ficamos pensando sobre como isso foi possível e imaginando que lugar é esse. Algumas respostas virão e quase todas de maneira surpreendente, principalmente no final icônico.
Planeta dos Macacos tem um ritmo ágil, boas doses de ação, alegorias sociais e críticas em relação a natureza beligerante do ser humano. O personagem Zaius é um dos mais emblemáticos. Ele é ao mesmo tempo o ministro da ciência e defensor da fé, algo um tanto paradoxal. Ele quer a todo custo evitar que Cornelius descubra a verdade sobre os símios, sempre ameaçando o chimpanzé de uma acusação de heresia. Para Zaius a única realidade está nas escrituras sagradas, não admitindo outras possibilidades.
Daquele tipo de filme que vale a pena ver e rever.
8/10

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15 comentários sobre “Crítica: Planeta dos Macacos (1968)

  1. Nunca assisti a este filme original. Somente à refilmagem dirigida por Tim Burton, que não gosto. Acho que necessito ver este clássico.

    1. ADORO este filme como você mesma falou é um clássico.e é mesmo. Remekes deste filme, não são tão bons quanto o original. mais vale a pena ver todos e tirar a conclusão de cada filmagem. afinal sabemos que uma boa obra é copiada e recopiada..e um filme não é diferente ainda mais sendo clássico. este filme é aquele filme que te prende na tela de casa,no cinema e que você nunca esquece. no meu caso aconteceu isso. tanto que vi quando criança e me lembro até hoje dele.

  2. Planeta dos Macacos é apaixonante. Não importa se é antigo ou moderno. O que vale é o clímax de cada um. A Estatua da Liberdade no primeiro, O Deus no segundo, a fala “mama” no terceiro, a fala “no” no quarto, a morte do filho de Cesar no quinto, Abraham Lincoln no filme de Burton, a expressão tecnológica de Cesar no último. Espero novas refilmagens. Parabéns pelo seu comentário..

    1. OBRIGADO
      concordo, os filmes tem mesmo esses momentos impactantes! acho que a melhor ainda é a cena final do primeiro…
      quanto ao ultimo filme tive a sensação de climax durante ele inteiro. é o meu preferido.
      a cena do “lincoln memorial” no do burton é daquelas empolgantes mesmo, mas dps que vc começa a pensar naquilo acaba não fazendo muito sentido…

  3. adorei este blog. muito instigante e salutar aos cinéfilos devotos. bom trabalho, para daquele que enche meus olhos e meu cérebro de bons textos. suas criticas e parabenizações de filmes que abrem nossas cabeças a debates incansáveis e contagiantes. isso sim é cinema.o mundo do áudio visual. obrigada e boa noite. criticas ou cometários as minhas respostas e só me enviar pelo meu twitter. não tenho medo de ser educada.ja sou.

  4. Naõ tem precedentes para este Épico.
    E Ainda prefiro as sequencias do primeiro filme do que o remake de Burton e o Reboot, pois mesmo as sequencias não tendo o mesmo impacto que o primeiro filme elas são continuações diretas do primeiro e que fecham um ciclo completo na trajetória das duas raças- Macacos e Humanos.
    O Reboot e o Remake deixaram de lado o clima Claustrofóbico e os elementos que tornaram esta obra um épico.
    —————PARABÉNS PELO BLOG——————–

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