Crítica: Laranja Mecânica (1971)

 

Como informa o narrador, Laranja Mecânica nos mostra um pouco da boa e velha ultraviolência. Alex e seus amigos saem pelas ruas de Londres tocando o terror. Eles tomam uma bebida chamada Moloko Plus, que é um tipo de leite em que certas drogas são adicionadas e serve como combústivel para o desejo de violência sem explicação desses rapazes. A frieza da obra é impressionante, assim como o controle absoluto demonstrado por Stanley Kubrick. É um filme forte, corajoso e intenso. A trilha sonora clássica é mais um detalhe que deixa tudo mais marcante. Algumas cenas se tornaram ícones do cinema, como aquela em que Alex canta Singing in the Rain e desfere chutes na boca do estômago de um senhor de idade. A discussão que o filme proporciona é em relação ao tratamento feito em Alex. É justo retirar a liberdade de escolha de uma pessoa para que ela não mais faça o mal? Malcom McDowell está ótimo no papel e eu também destaco o ator Michael Bates, que interpreta um guardinha extremamente empenhado, dono de um bigodinho à la Hitler. Clássico.

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9 comentários sobre “Crítica: Laranja Mecânica (1971)

  1. Laranja Mecânica é um filme espetacular, como tudo o que SK realizou. Bruno, sua crítica me lembrou daquilo que gostei e me deixou com uma baita vontade de rever. Raramente revejo, contudo, pois filmes novos não param de chegar na locadora; acabo assistindo produções medíocres em vez de me deliciar com revisões dos clássicos. Mas a curiosidade não matou só o gato…

  2. Um filme completo, poderíamos dizer? Tem ousadia, tem impacto, é prazeroso de assistir, é provocativo, é banhado em referências a outras artes, tem conteúdo aprofundado, rende pano pra discussão… 10/10.

  3. Existem filmes que se tornam clássicos por conter implicitamente um caráter reflexivo, podemos citar vários como o que vi a pouco tempo , “Cidadão Kane”, por exemplo. Estes são filmes que sempre ouvi falar, como “Laranja Mecânica”, e o que mais salta aos olhos particularmente nesse filme é sim a temática e a discussão que ele propõe, mas além disso, sua linguagem diretiva. E é dela que gostaria de comentar, principalmente para os pseudo-intelectuais que veneram toda arte que contém uma linguagem “alternativa”, pelo simples fato de ser “alternativa” e nada mais.

    Laranja Mecânica: Que boooooosssssta!

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