Crítica: A Mosca (1986)

A Mosca é uma mistura de ficção científica, terror, romance e tragédia. A trama nos mostra o cientista Seth Brundle e seu experimento que tinha potencial para mudar o mundo de uma maneira positiva, mas que acaba saindo muito errado. Brundle enfrenta mudanças físicas e psicológicas impressionantes que nos vão sendo reveladas aos poucos. Primeiro são pelos nascendo em lugares estranhos, depois uma preferência absurda por alimentos açucarados e assim por diante.
Como não podia deixar de ser, várias cenas puxam para o gore que Cronenberg tanto gosta. Quando um trabalho é bem feito ele atravessa as barreiras do tempo e eu diria que ainda hoje certas cenas podem causar aflição.
O fato é que A Mosca funciona tão bem graças aos personagens bem construídos. Apesar da situação absurda embarcamos nela e realmente nos importamos com o destino de Brundle e Veronica. Se não fosse assim, o filme não continuaria ganhando novos fãs a cada ano que passa.
9/10

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6 comentários sobre “Crítica: A Mosca (1986)

  1. Há como não adorar esse filme? Ainda hoje, é capaz de dar banho em muitos projetos que se utilizam de uma premissa um tanto bizarra para explodir a mente do espectador. Ótimo comentário!

  2. Esse é um daqueles filmes dirigidos pelo David Cronenberg que eu juro que tentei, mas nunca consegui terminar de assistir. Bizarro demais pro meu gosto.

  3. Tenho um amigo que costuma dizer que sobretudo, esse é um filme sobre um ser humano doente. Não deixa de ser verdade, pois assim que as transformações vão acontecendo, seu organismo e sua mente se debilitam ao ponto de enlouquecer. Sem dúvidas, junto com Videodrome, um dos meus Cronenberg favoritos da primeira fase. Abração!

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