Crítica: Ted (2012)

Hoje em dia a informação está ao alcance de uma rápida pesquisa no google, logo, é incompreensível que alguém vá assistir a Ted achando estar diante de uma linda fábula infantil ou algo do tipo. Como se não bastassem a classificação indicativa de 16 anos e o trailer revelador, ainda podemos ler inúmeros textos na internet sobre o tipo de humor que o filme oferece.

Se você tiver o esclarecimento necessário para não se irritar com o humor politicamente incorreto de Ted, é garantido que você vai rir do começo ao fim dessa experiência diferente. Fico tentando lembrar alguma comédia que me fez rir tanto em um cinema e a única que me vem a mente é O Virgem de 40 Anos.

Seth MacFarlane, o diretor do filme e o homem que dá voz ao cativante urso Ted, criou uma grande base de fãs com os seus ousados desenhos da TV Family Guy e American Dad. Em sua primeira investida no cinema, MacFarlane se utiliza de vários elementos que fizeram dos seus desenhos um sucesso e acerta em cheio. As salas lotadas e as gargalhadas quase que ensurdecedoras são provas disso.

Através de uma narração em off, somos apresentados ao garotinho John Bennett e sua triste sina de não ter amigos. Em uma noite de natal ele faz um pedido e o seu urso de pelúcia ganha vida, transformando-se no amigo que ele tanto queria. 25 anos depois essa amizade atrapalha o relacionamento de John com Lori, com quem namora há quatro anos.

É claro que a graça do filme está no fato de um aparentemente inocente ursinho de pelúcia soltar palavrões em todas as frases que saem de sua boca, mas ao contrário do que se espera, a piada não se desgasta, algo que se deve ao bom desempenho de Mark Wahlberg e aos diálogos inspiradíssimos proferidos por Ted. É incrível a capacidade deste ursinho de fazer piadas ofensivas com quase tudo o que acontece a sua volta. Mais incrível que isso, é constatar que passamos a gostar de Ted e de nos importar com o forte laço de amizade entre ele e John.

Não faltam referências ao mundo pop e a filmes como Star Wars, E.T., Apertem os cintos… O Piloto Sumiu e muito mais. Talvez a melhor sequência de Ted seja a da festa, que conta com a presença de Sam Jones (o ator que deu vida a Flash Gordon) e com muitas surpresas bizarras. Aliás, um dos muitos pontos positivos do filme é justamente ultrapassar barreiras bom senso e nos surpreender.

No final das contas o roteiro se alonga mais do que precisava devido a uma subtrama desnecessária e previsível (sim, falo do pai dançarino e do filho mimado), mas mesmo aí estão reservados bons momentos de humor. Ted é uma mistura de romance e bromance que funciona da melhor maneira possível. Começam a pipocar por aí rumores sobre uma continuação. Pena. A chance de ser tão bom como este é pequena, a não ser que MacFarlane nos surpreenda novamente.
8/10

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13 comentários em “Crítica: Ted (2012)

  1. Poxa, concordo totalmente contigo neste texto, nem uma palavra mais a adicionar.

    Talvez apenas mais uma informação, além de tudo o que você disse no primeiro paragrafo, temos vários ursinhos do tamanho de uma pessoa quase de papelão avisando sobre o conteúdo do filme, prostitutas, sexo, drogas…

    O mundo está muito estranho mesmo, com tanta informação ainda existem pessoas que passam por tudo isso sem nada notar hahhaha

    1. Preguiça de digitar no google, será? ahuahua

      Pois é, ainda mais esse aviso aí… não se tinha no cinema onde eu fui, mas vi umas fotos dele por aí… não dá pra entender como alguém leva uma criança pro filme!

  2. Eu PRECISO assistir a este filme. De quarta-feira, que é feriado aqui, não passa. Seth MacFarlane está em alta, ainda mais depois de hoje, quando foi anunciado que ele é o próximo apresentador do Oscar 2013.

    1. O cara está muito em alta mesmo! Nunca imaginei que ele apresentaria o Oscar um dia. Aliás, ta aí uma chance da premiação não ser chata como quase sempre é.

    1. Não sabia nada sobre o filme e já me enchi de esperanças, lendo sua crítica. Mas, SE eu fosse ao cinema esses dias, seria para checar Looper…

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