The Dark Knight Rises (2012)

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Muitas trilogias do cinema encontram no capítulo final o seu calcanhar de aquiles. O Poderoso Chefão, X-Men, O Homem Aranha, Star Wars (VI) e Mad Max são alguns exemplos. The Dark Knight Rises funciona razoavelmente bem como encerramento para o ambicioso projeto de Cristopher Nolan, mas comparando com Batman Begins e, principalmente, com The Dark Knight, não há como não se decepcionar.

Até compreendo (com algum esforço) o entusiasmo dos fãs que o colocam no mesmo patamar dos filmes anteriores, mas a verdade é que decidi encará-lo com um olhar mais rigoroso e menos condescendente.

Um dos grandes problemas de The Dark Knight Rises é a sua duração. Quase três horas é insalubre. Li críticas pedindo meia a hora a mais de filme, algo que certamente me levaria a exaustão. Ao invés de adicionar uma enxurrada de personagens novos e desnecessários, por que não investir naqueles que nós realmente nos importamos, como Alfred e o comissário Gordon? Não vou negar que o jovem policial James Blake é um personagem interessante e que permite uma fácil identificação com o público, mas e o resto? A Mulher-Gato parece não adicionar muita coisa para trama e mesmo após quase três horas não conseguimos compreender com clareza suas atitudes. E o que falar de Miranda Tate e seu romance protocolar com Bruce Wayne, além daquela reviravolta forçada? Chega um momento que a confusão toma conta e não conseguimos mais entender as intenções de todos.

Tom Hardy faz um bom trabalho na composição de Bane, com aquela voz bizarra e perturbadora e o olhar expressivo, pena que o roteiro não o ajuda muito. Bane é um vilão perigoso graças a sua força bruta e o seu pensamento rápido. Não há dúvidas de que ele é uma ameaça tanto para Gotham como para o Batman, mas ele é extremamente unidimensional e isso o deixa previsível e sem graça.

Quanto a história… bom, os objetivos de Bane são demasiadamente simplistas e para mim soam apenas como uma desculpa para Nolan investir nas cenas de ação. O comentário social aqui é muito menos eficiente daquele que vimos em The Dark Knight, aliás, nem se compara. Quanto as cenas de ação não há muito o que comentar. Nolan se mostra novamente competente ao explorar os cenários e entregar empolgantes cenas de perseguição, inclusive até com o Batwing.

No final das contas, falta emoção. Parece-me que Nolan queria por toda a lei superar o capítulo anterior e se perdeu pelo caminho. Há algo de errado em um filme que chega no fim com uma cena altruísta, teoricamente feita para emocionar o público, mas que na verdade é artificial e não causa impacto dramático nenhum.

Ao contrário do que ocorreu com Batman Begins e The Dark Knight, não tenho a menor vontade de revê-lo. É, para mim The Dark Knight Rises é um dos filmes mais superestimados do ano.
6/10

Se você não tiver capacidade de aceitar uma opinião diferente da sua nem se incomode em me xingar nos comentários. Será devidamente ignorado.  

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14 comentários sobre “The Dark Knight Rises (2012)

  1. Realmente esperava mais desse filme….enredo muito previsível. Seria de fato difícil The Dark Knight Rises superar The Dark Knight. Porém, ao meu ver, esse filme foi decepcionante! Ahhhh e essa mulher gato deixou a desejar…..não colou!!!!

  2. Eu discordo de sua opinião, claro. Achei BATMAN RISES melhor que BEGINS e pior que DARK KNIGHT, ou seja, um ótimo filme. Confesso que aumentei a not do filme numa segunda sessão (de 8 para 8,5), justamente por conta da agilidade do roteiro e as reviravoltas que me deixaram ligeiramente confuso no começo, mas foram melhor assimiladas na revisão. BATMAN RISES é um filme que merece ser visto mais de uma vez, pois é possível senti-lo com mais propriedade. Nolan está sensacional, e se o gancho de Cottilard é um pouco falho, não prejudica o desenvolvimento. Ótimo elenco e desfecho com espaço para refletir. Grande filme.
    Abraços…

  3. Tendo em vista os filmes anteriores da série, acho que todo mundo esperava muito de “The Dark Knight Rises” e, quando o filme foi lançado, as expectativas acabaram não se confirmando. O filme tem um roteiro com algumas falhas, mas que é compensado pelo talento de Christopher Nolan como diretor e maestro de sua franquia e pela sua ótima capacidade de criar bons vilões, como o Bane.

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