Crítica: A Hora Mais Escura (2012)

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Três anos após o excelente Guerra ao Terror a diretora Kathryn Bigelow está de volta com um trabalho ainda melhor. A Hora Mais Escura mostra os dez anos da difícil busca pelo terrorista Osama Bin Laden. O fato de sabermos como tudo isso acaba está longe de atrapalhar a experiência.
Acompanhamos as investigações sob o ponto de vista de Maya, uma agente da CIA. A princípio, ela parece relativamente desconfortável ao presenciar a tortura usada pelos seus colegas, mas aos poucos se acostuma com essa abordagem. Os prisoneiros parecem irredutíveis, porém Dan avisa que uma hora ou outra eles cedem, pois é algo “biológico”. As cenas de tortura são obviamente pesadas e chega a ser irônico quando vemos uma entrevista de Obama dizendo que tal método não é usado pelos Estados Unidos.
Maya faz da caça por Bin Laden o seu principal objetivo de vida. A obsessão da agente impressiona, assim como sua competência e esperança de que em algum momento vai encontrar a pista certa. Ela praticamente renuncia qualquer convívio social. Para ela parece que não é certo se divertir até que o terrorista pague pelos os seus atos. Trata-se de uma das personagens femininas mais interessantes do cinema recente, algo que só foi possível graças a atuação de Jessica Chastain. Ela transmite de maneira autêntica a força da personagem, além do seu cansaço que beira a exaustão física e psicológica.
Bigelow trabalha as investigações de maneira intrigante, nos deixando ávidos por saber o que vem em seguida, mas também não esquece de injetar suspense em diversas situações.
E aí temos o ato final. É uma sequência de tensão absoluta. Tudo é muito escuro, estranho e perigoso. É daqueles momentos que não conseguimos nem piscar os olhos, já que nos sentimos lá dentro. Quando chega ao fim dá para sentir até um certo alívio.
A Hora Mais Escura é um filme sério, feito na base de muita pesquisa e talento. É uma recriação poderosa de um dos acontecimentos mais importantes deste século. Em resumo, impecável do começo ao fim.
10/10 

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2 comentários sobre “Crítica: A Hora Mais Escura (2012)

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