Crítica: O Dobro ou Nada (2012)

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Já faz alguns dias que assisti a O Dobro ou Nada e não consigo tirá-lo da cabeça. Não. Isso não está acontecendo por se tratar de uma obra capaz de nos estimular a profundas reflexões. Ele ainda está na minha mente, pois não consigo entender como nomes tão competentes fizeram parte dessa verdadeira piada de mal gosto. E para piorar, O Dobro ou Nada teve um orçamento de 26 milhões de dólares.

Eu não minto quando falo em nomes competentes, se não, vejamos: o diretor é Stephen Frears, responsável pelo ótimo Alta Fidelidade e também por A Rainha, que inclusive lhe rendeu uma indicação ao Oscar. A atriz principal é Rebecca Hall, que demonstrou talento em Vicky Cristina Barcelona. Frank Grilo sempre se destaca, mesmo em papéis menores como em Guerreiro. Joshua Jackson ajudou a Fringe ser o ótimo seriado que foi, Wendell Pierce era um dos melhores atores no fabuloso The WireCatherine Zeta-Jones já ganhou um Oscar e Bruce Willis é Bruce Willis.

Mesmo com esse “time” e com a curta duração de 90 minutos, é humanamente impossível não se sentir tentado a botar um fim em toda essa tortura e sair do cinema ou desligar a TV.

A história mostra uma stripper que vai tentar a sorte em Las Vegas e lá acaba contratada por uma agência de apostas. A stripper passa a conviver com os bookmakers, inicia um romance, desperta a ira da mulher do dono da empresa, se mete em uma enrascada que pode envolver a polícia e por aí vai…

O roteiro de O Dobro ou Nada é repetitivo e nada coerente. Certas coisas que acontecem aqui parecem terem surgido da mente de um adolescente. Sabemos exatamente como tudo vai terminar e o caminho que nos leva até o previsível desfecho é dos mais irritantes. Quando ele tenta emocionar, nos faz rir e quando tenta nos fazer rir, nos faz chorar… de raiva!

Falando em irritante, o principal destaque nesse sentido é Rebecca Hall. Simplesmente não conseguimos aturar a personagem e muito disso se deve a falta de inspiração da atriz. Bruce Willis até oferece certa dignidade ao projeto, mas ele está nitidamente no piloto automático.

É… nem sempre rios de dinheiro fazem um bom filme. Com menos de 2 milhões de dólares pode-se fazer algo como Indomável Sonhadora, basta TALENTO, INSPIRAÇÃO e TRABALHO, coisas que evidentemente faltaram aqui.
3/10

/curta a fanpage do intratecal, se aprouver…

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7 comentários em “Crítica: O Dobro ou Nada (2012)

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