Crítica: Pânico (1996)

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Que outro diretor seria capaz de nos entregar algo como Pânico, a não ser Wes Craven? Responsável pelo clássico A Hora do Pesadelo, o diretor criou aqui uma eficiente mistura de terror e sátira. Na época do lançamento o filme talvez até nos tenha assustado, afinal o famoso “ghostface” não deixa de ser um assassino sanguinário, mas fica clara a intenção da trama de brincar com os mais diversos clichês do gênero. Os diálogos cheios de presença de espírito nos dão dicas a respeito do teor não muito sério da experiência, como quando um personagem fala que todos os filmes de terror seguem uma fórmula e que você não pode complicar demais a história, pois aí corre-se o risco de perder o público alvo. Não faltam também homenagens e citações a vários clássicos do gênero, incluindo FrankensteinO ExorcistaSexta-Feira 13Halloween e até Psicose.

Sidney é a heroína que tira sarro das personagens de filmes de terror que fogem dos vilões subindo as escadas e faz o mesmo. Ela passa boa parte do filme sendo perseguida pelo assassino e também evitando as “ousadas” aproximações do namorado, mas sobra um tempinho para que algumas revelações importantes de seu passado sejam feitas. Apesar do forte de Pânico não ser exatamente os personagens e seus dramas, é possível sim nos importarmos com o destino de alguns deles.

No final das contas, Pânico virou um marco do gênero e influenciou vários trabalhos posteriores, que nem de perto tiveram o mesmo sucesso e qualidade.
8/10

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9 comentários sobre “Crítica: Pânico (1996)

  1. Não sou fã do gênero de suspense/terror, mas é impossível negar a qualidade de “Pânico”, o filme que ressurgiu esse gênero, por meio de um trabalho primoroso de direção do Wes Craven e do roteiro de Kevin Williamson. A maior prova da importância de “Pânico” é o tanto de filhotes que o filme gerou e, principalmente, a criação de um “gênero”, quase, que era o terror adolescente.

  2. Essa mistura de terror e sátira é o que mais atrai em Pânico mesmo. Tanto que o primeiro e o último que dosam melhor isso, acabam sendo os meus preferidos. Essa brincadeira, a metalinguagem, a forma como a direção utiliza os clichês para criticar e ao mesmo tempo dar mais um susto, é ótimo.

  3. Se alguém virar pra mim e disser: “me fala uma lembrança que você tem da década de 90”. PÂNICO vai ser a primeira coisa que vai vir na minha cabeça. Tinha 10 anos de idade quando assisti ele em vídeo, em 1997 e é meu suspense/terror favorito até hoje, junto com sua sequência, Pânico 2, que assisti no cinema na época e pra mim saiu tão boa quanto o original. E tem também três outros “terror adolescente” da década de 90 que gosto muito: Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Halloween: H20 – Vinte Anos Depois e Prova Final, os três roteirizados pelo mesmo escritor de Pânico e Pânico 2, Kevin Williamson.

    1. Leonardo, também gostava (e gosto) muito de Pânico, tanto que o revi várias vezes na minha adolescência… já os filmes que tentaram aproveitar o sucesso dele, como Eu sei O Que Vocês Fizeram… e Lenda Urbana me agradaram naquela época, mas hoje em dia eles não tem a mesma graça para mim…

      Valeu pelo comentário!

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