Crítica: Oblivion (2013)

oblivion-2013
O ano é 2077 e a Terra encontra-se destruída após uma invasão alienígena. Como é dito no filme, ganhamos a guerra e perdemos o planeta. Devido ao caos pós-apocalíptico, a população foi transportada para uma lua de Saturno. Os únicos seres humanos por aqui são Jack Harper (Cruise) e Victoria, responsáveis por garantir a extração de recursos naturais para serem utilizados na colônia. Mesmo com a memória apagada, Jack tem flashes recorrentes de uma mulher que parece ser importante para ele. Certos acontecimentos (que prefiro não revelar) o fazem questionar a situação em que se encontra. Oblivion oferece um visual espetacular ao explorar um planeta Terra vazio e gigantesco. Além disso, todos os detalhes em relação as tecnologias avançadas são um acerto, tanto nas armas e naves, como na própria torre em que os dois vivem. Fica fácil nos sentirmos no futuro. Algumas sequências simplesmente investem na beleza dos cenários e na espetacular trilha sonora de música eletrônica da M83. Na tela do cinema são cenas realmente empolgantes de se assistir. Os problemas começam quando percebemos a quantidade absurda de assuntos de ficção-científica que o filme tenta abordar. São muitos temas e pouca inspiração para desenvolvê-los, tornando a experiência confusa em alguns momentos. Outro problema são as cenas de ação, que mesmo com os competentes efeitos especiais e o ótimo som, são repetitivas e duram mais tempo do que deveriam. Para os fãs de sc-fi recomendo prestar atenção nas várias referências ao gênero, que vão desde 2001 – Uma Odisseia no Espaço até Matrix. Somem isso ao que realmente é Oblivion: uma história de amor. Dá para sentir que é coisa demais para dar certo. Eis um caso em que o excesso de ambição prejudica bastante o resultado final.
6/10 

 

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4 comentários sobre “Crítica: Oblivion (2013)

  1. Acho que a última frase sua define muito bem o filme: “o excesso de ambição prejudica bastante o resultado final”.
    E de fato, algumas cenas de ação são extremamente cansativas!!!
    Mas eu não sou fã desse gênero de filme, então já era esperado que eu não gostasse muito….

  2. Não acho que tenha tido um excesso de ambição em “Oblivion”. Pelo contrário, acho que o grande problema do filme acaba sendo o roteiro, que é muito confuso. O Joseph Kosinski realiza um excelente trabalho na parte técnica e visual de seu longa e ainda consegue arrancar atuações muito expressivas de seu elenco. O filme acaba sendo uma obra interessante, mas prejudicada pelo roteiro.

    1. pois eu acho que o filme é ambicioso por investir em temas como invasão alienígena, viagem no tempo, clones, a questão do “escolhido”, o romance que atravessa as décadas, memórias apagadas e afins… é muita coisa para um roteiro irregular, como vc apontou!

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