Crítica: Somos Tão Jovens (2013)

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Somos Tão Jovens, dirigido por Antonio Carlos da Fontoura e protagonizado por Thiago Mendonça, aborda o período em que Renato Russo se descobriu como músico e decidiu investir nessa difícil carreira.

O filme se passa entre o final dos anos 70 e o início dos anos 80, algo retratado de maneira competente e nostálgica pela cuidadosa composição dos cenários e também pelas músicas. Durante boa parte de Somos Tão Jovens vemos Renato Russo como vocalista da banda punk Aborto ElétricoA participação de Renato nesta banda revela-se importante para ele crescer como músico e amadurecer um pouco como pessoa.

Um dos pontos positivos do filme é o fato dele jamais esconder algumas atitudes reprováveis do cantor, como a sua tendência em dramatizar situações e até um certo egoísmo. Felizmente, não há endeusamento do biografado.

A verdade é que a pegada de Somos Tão Jovens é leve e descompromissada. Os momentos eficientes de humor e a overdose de músicas do Legião que sabemos na ponta da língua tornam a experiência realmente divertida. É curioso também ver as inspirações para a composição de diversas letras, como Eduardo e Mônica e Faroeste Caboclo, além é claro do surgimento do Capital Inicial e da Plebe Rude.

Pode-se criticar o roteiro por soar episódico e por não se aprofundar em outros aspectos da vida do cantor. De qualquer forma, a satisfação é garantida se compreendermos que o objetivo principal deste trabalho não é nos levar às lagrimas, mas sim nos fazer lembrar com alegria de um dos grandes nomes da música nacional.
8/10

Assista ao trailer

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6 comentários sobre “Crítica: Somos Tão Jovens (2013)

  1. Como fã incondicional de Legião Urbana e da poesia de Renato, criei uma expectativa positiva, em conhecer melhor e ver reanimada minhas lembranças da época da Legião, e outra negativa, será que o filme representará tudo o que realmente representa?

    Abraço!

  2. Gosto muito da música da Legião Urbana e fui surpreendida, positivamente, por “Somos Tão Jovens”. Achei um filme vibrante e que oferece um complemento interessante ao documentário “Rock Brasília”. No entanto, algumas coisas me deixaram bem constrangidas, como as atuações-imitações, com destaque para o Thiago Mendonça, um pouco exagerado em alguns trejeitos do Renato Russo, e, principalmente, a atuação de quem fez o Herbert Vianna. Eu fiquei constrangida pelo Herbert! rsrsrs

  3. O FILME DE 6 MILHÕES DE REAIS QUE NÃO IMPACTOU

    Esperava mais do filme SOMOS TÃO JOVENS. Se o objetivo era contar um pouco da história de Renato Russo e a criação da banda Legião Urbana, ao meu olhar de cinéfilo, não conseguiu passar a emoção que tanto expectava. O roteiro, mal amarrado, juntou com a direção de Antonio Carlos da Fontoura, aliás, o diretor optou por câmera “nervosa”o tempo todo, ou seja, instável, em vez de construir belas cenas. Deve ter faltado disposição para decoupar o roteiro e deixar ele bem amarrado e redondo (termos usado no mundo dos cineastas). Fontoura, a quem passei admirar na época que comecei a estudar cinema, não se atentou que este tipo de movimento contínuo é enjoativo e desprende a atenção do espectador. Com esse gasto todo, 6 milhões, era obrigação dos cineastas (roteirista e diretor) fazer um filme digno ao musico e aos seus milhares de fãs.
    Bom, vale a pena assistir o filme, existem momentos cômicos e até de emoção durante o longa, mas lembro que se espera a história do poeta, crítico e músico Renato Russo, vai sair do cinema desapontado. Como, vi, muitos ao sair ontem do cinema. Vá na expectativa de assistir um filme que todos estão comentando!

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