Crítica: A Bruxa de Blair (1999)

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O letreiro do cartaz informa que em 1994 três estudantes de cinema desapareceram em uma floresta próxima de Burkittsville enquanto filmavam um documentário e que um ano depois o material feito por eles foi encontrado.

A ideia é dar a sensação de que tudo isso realmente aconteceu, algo que é alcançado com sucesso. A Bruxa de Blair impulsionou o gênero found footage de maneira irreversível. Temos ótimos filmes desse tipo, como por exemplo [REC], Poder Sem Limites, Cloverfield, Atividade Paranormal e Monster, mas é justo dizer que A Bruxa de Blair está em um patamar acima pela originalidade e eficiência.

Com 20 mil dólares Daniel Myrick e Eduardo Sánchez proporcionaram ao público uma experiência perturbadora ao investirem no estilo documental e em algo que assusta qualquer ser humano: o medo do desconhecido.

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Acompanhamos os três colhendo depoimentos de moradores locais sobre a lenda de uma bruxa que habitava a floresta. Um deles inclusive disse que viu a tal bruxa, mas não parece que estamos diante de alguém confiável.

O fato é que em pouco tempo eles começam a ouvir sons estranhos cada vez mais próximos, a ter contatos nada tranquilizadores com bonecos de vudu e pedras dispostas de maneira sinistra ao lado das barracas e por aí vai.

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A situação obviamente leva os três ao desespero. A floresta parece da vez mais claustrofóbica e perigosa. Cada noite traz mais surpresas desagradáveis do que a anterior e nós compartilhamos com os personagens toda essa angústia.

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Os atores também merecem destaque, já que não é fácil transmitir tamanho ar de naturalidade. O ponto alto é quando Heather se desculpa com os familiares por ter colocado a vida de todos em risco. Tal cena se tornou clássica de maneira instantânea.

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Há quem reclame da câmera tremida e de um outro momento mais arrastado. Bom, no meu caso, mesmo quando nada acontecia a sensação de perigo iminente não me abandonava, fazendo da experiência algo tenso do começo ao fim. E quanto a câmera tremida, este é um dos recursos mais usados para dar verossimilhança para esse estilo de filme. Vem com o pacote!

A Bruxa de Blair é terror de alto nível com baixíssimo orçamento. Que diferença boas ideias fazem, não é?
8/10

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8 comentários sobre “Crítica: A Bruxa de Blair (1999)

  1. Nem sabia que tinha mudado o visual. Gostei bastante, me lembrou Kill Bill… hehe… Eu gosto de Bruxa de Blair. Assisti na época no cinema, e o filme deixou tenso para caramba. Abraço!

  2. Também gosto muito de A Bruxa de Blair, acho que eles foram eficientes na sensação de real e conseguem nos prender na tensão do perigo, nas discussões deles, nas complicações a cada momento. E o fato de ficar tudo sugestionado apenas deixa ainda mais realista, principalmente o final.

    Quanto ao visual, já tinha visto, mas não comentado, ficou bem legal mesmo.

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