Crítica: Bling Ring: A Gangue de Hollywood (2013)

bling-ring-2013Sofia Coppola despontou como um dos grandes talentos do cinema com Virgens Suicidas e, principalmente, Encontros e Desencontros, mas desde então vem colecionando trabalhos que primam pela irregularidade, como é o caso deste Bling Ring: A Gangue de Hollywood. O filme é baseado em curiosos acontecimentos que se passaram em Los Angeles há alguns anos, quando um grupo de adolescentes resolveu invadir e roubar casas de famosos, vitimando celebridades como Paris Hilton, Rachel Bilson e Megan Fox. Chega a ser bizarra a facilidade com que a “gangue” descobria os endereços, com uma rápida pesquisa no google e uma espiada no google street view. É a modernidade fazendo um desserviço, neste caso.

Fica evidente que as garotas se deslumbravam por estarem na casa dos famosos e poderem usar suas jóias, sapatos, bolsas e relógios. Elas queriam ser como as pessoas que roubavam. É revelador, também, ver Marc empolgado quando diz que recebeu vários convites de amizade no facebook. É o desejo de fama a qualquer custo, basicamente. Sofia Coppola demonstra inspiração na escolha da trilha sonora, com músicas de Lil’ Wayne, Big K.R.I.T. e Kanye West, cujas letras – que costumam versar sobre fama, poder e dinheiro – refletem bem a mentalidade dos personagens.

Todos ali parecem não ter rumo na vida, investindo em tardes ociosas na praia e em festas regadas a bebida e maconha. Não ajuda nada também o fato da mãe de uma das moças permitir que ela não vá para a escola/faculdade, para ter ensinamentos de vida baseados no livro “O Segredo”. Tragicômico!

No final das contas, não conseguimos nos conectar com ninguém e muito menos compreender as atitudes dos jovens, algo que atrapalha bastante a experiência. Esta é uma trama quase tão superficial como todos os que são aqui retratados. A única coisa que sentimos é um pouco de pena de Marc na cena final, mesmo ele tendo sido julgado com justiça. O garoto entrou de bobo nessa empreitada e acabou pagando o preço.
7/10

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2 comentários sobre “Crítica: Bling Ring: A Gangue de Hollywood (2013)

  1. Acho a Coppolinha muito superestimada como diretora. De todo jeito, tenho curiosidade por assistir “Bling Ring”, apesar de ser mais um filme em que a Coppolinha repete a sua temática principal: histórias sobre pobres meninas ricas…

    1. Isso é verdade, Kamila… a temática dela está soando repetitiva, de qualquer forma, vejo muito talento nela e torço pra que consiga fazer algo tão brilhante como Encontros e Desencontros novamente!

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