Crítica: Beaufort (2007)

beaufort-2007-movieBeaufort, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2008, é um relato envolvente dos últimos dias da Guerra do Líbano. O tom antibelicista permeia toda a trama. São vários os diálogos entre os soldados que demonstram a inutilidade do conflito. De qualquer forma, isso não é desculpa para eles não cumprirem suas ordens. É notória a coragem e o sentido de dever de todos ali, que mesmo nos piores momentos não abandonam seus postos. O diretor Joseph Cedar cria uma atmosfera de medo e tensão, nos fazendo compartilhar isso com os soldados. O “inimigo” nunca é visto, mas a cada instante ocorre uma explosão de morteiro, minas terrestres ou até mesmo um ataque de míssil. O fato de não vermos os atacantes torna a situação ainda mais ameaçadora. A sensação é de que ninguém está a salvo e de que cada minuto pode ser o último. Há tempo suficiente para que passemos a nos importar com os membros do pelotão e seus conflitos pessoais, principalmente pelo ritmo mais cadenciado em que a história é contada e pelas convincentes atuações do elenco.
8/10

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