Crítica: Virando o Jogo (2000)

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Como comédia Virando o Jogo nos faz rir em raros momentos, como filme de esporte o resultado é simplesmente pífio. A história se resume a uma greve de jogadores profissionais e um grupo de renegados chamado para substituí-los, com destaque para Shane Falco, um quarterback de college football que ficou marcado por uma derrota catastrófica.

A maneira como conhecemos esses jogadores substitutos oferece humor pela bizarrice, afinal somos apresentados a um jogador de soccer magrelo, fumante e com uma bomba no pé direito, um lutador de sumô que come vários ovos antes das partidas, um ex-presidiário, um policial completamente maluco, um empregado de uma loja capaz de correr como o vento, mas que não consegue agarrar uma bola e assim por diante.

Irritantemente formulaico, Virando o Jogo é previsível do primeiro ao último minuto. É difícil nos conectarmos com alguma coisa aqui, já que os personagens são unidimensionais e caricaturais ao extremo. Há um excesso de situações absurdas que nem com boa vontade conseguimos aceitar, isso sem falar em piadas repetidas ciclicamente ou a insistência de se fazer humor com a música “I Will Surive”. É claro que também não podia faltar um romance e este é dos mais clichês.

Gene Hackman tenta trazer um pouco de dignidade para o filme, mas nem ele consegue salvá-lo. Este é para ver e esquecer.
5/10

2 comentários sobre “Crítica: Virando o Jogo (2000)

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