Crítica: The Express (2008)

Film Title: The ExpressA história de Ernie Davis é uma das mais impactantes e inspiradoras do mundo do esporte. Mesmo com tão pouco tempo de vida, seus feitos poderiam servir de material para uma trilogia. Aliás, este é um dos problemas de The Express. Com pouco mais de duas horas de duração, alguns acontecimentos são mostrados de maneira apressada, principalmente no terceiro ato. Não que isso atrapalhe o resultado final, mas é evidente que o resultado poderia ter sido dramaticamente mais poderoso.

Acompanhamos aqui a carreira de Ernie Davis como o running back titular da universidade de Syracuse. Ele não só tinha que substituir Jim Brown a altura, como também enfrentar um grande mal da sociedade americana da década de 1950/60: o racismo. Até em regiões mais esclarecida ele era recebido com olhares intimidadores, mas no sul as coisas eram muito piores. Ernie e seus dois companheiros negros de time foram proibidos de se hospedarem em um hotel no Texas, além de serem alvos da ira de ignorantes torcedores rivais. Dentro das quatro linhas ele também sofria com decisões suspeitas de juízes e com a violência exagerada dos adversários.

Mas parafraseando o próprio Ernie Davis, ele iria dizer o que tinha a dizer no campo. E como disse. O jogador bateu vários recordes e levou seu time ao título do Cotton Bowl de 1960, sendo o MVP (melhor jogador) da partida. Em 1961 ele venceu o Heisman Trophy, prêmio dado ao melhor jogador universitário da temporada, sendo o primeiro negro a alcançar esse feito.

As expectativas eram grandes para um futuro promissor na NFL, ainda mais quando foi escolhido como o número um no draft e foi fazer parte do Cleveland Browns, equipe que contava com seu ídolo Jim Brown. O rapaz havia acabado de alcançar seu sonho, vencendo todas as dificuldades colocadas em seu caminho, sendo elogiado até pelo presidente Kennedy, mas aí a vida o fez enfrentar o pior desafio possível: uma doença incurável.

Com uma excelente atuação de Rob Brown, somos capazes de sentir a tristeza de Davis e de nos comover de verdade. O diretor Gary Fleder deixa as coisas acontecerem naturalmente com sua direção sóbria. A reconstrução de época é das mais competentes e a energia dos jogos é quase palpável.

Para os fãs do gênero, é essencial. Para os fãs do bom cinema, uma ótima pedida.
8/10

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