Crítica: A Menina que Roubava Livros (2013)

a-menina-que-roubava-livros-filmeA coisa mais comum do mundo é um livro ser melhor do que sua adaptação cinematográfica, mas no caso de A Menina que Roubava Livros a diferença de qualidade é abissal. O filme não nos deixa envolvidos com a história e, dessa forma, o impacto emocional fica extremamente reduzido. Infelizmente, o diretor Brian Percival realizou um trabalho cansativo, previsível e pouco autêntico. Sabe quando personagens surgem do nada para aumentar a tensão de alguma cena? Isso é algo recorrente aqui, principalmente nas aparições do mini-nazista Franz Deutscher. A história se passa na Alemanha do pré-guerra, mas não dá pra justificar o uso do inglês com sotaque alemão pelos personagens. Ou falem em inglês ou alemão, não é?
Liesel é uma garota que é abrigada por uma nova família, um casal alemão. Com eles, ela aprende a ler e passa a tomar gosto pelos livros e por roubá-los. Durante esse tempo, a família dá refúgio a um judeu, algo que pode se mostrar perigoso. Uma coisa que destaco aqui é a narração em off feita pela morte. Sim, ela mesma. Seus comentários um tanto sarcásticos são ótimos, pena que são pouco usados. No mais, temos uma boa atuação de Geoffrey Rush e uma competente recriação de época. É pouco para as expectativas criadas. Melhor reler o best-seller de Markus Zusak.
6/10

3 comentários sobre “Crítica: A Menina que Roubava Livros (2013)

  1. Não achei o filme tão pior assim, acho que cumpre um papel. Mas, o narrador acaba sendo colocado em segundo plano, o que muda substancialmente a obra. E há uma necessidade de forçar a emoção, neste ponto concordo com você, não fica genuíno, não nos envolvemos completamente com a história por sermos lembrados a todo momento que aquela é uma vida difícil, sofrida e que temos que nos comover com a trajetória da pobre Liesel.

  2. Felizmente, não li o livro e pude apreciar bastante o filme. Fiquei bastante comovida, não imaginei que Liesel passaria por tantas perdas. Os atores são ótimos. E ela não roubava os livros, Bruno, “pegava emprestado”.🙂 um beijo, S.

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