Crítica: Ela (2013)

her-2013Quando um filme consegue sair do lugar comum e nos fazer refletir sobre diversos assuntos abordados é por que ele tem um algo a mais. Este é o caso de Ela, dirigido pelo sempre criativo Spike Jonze e estrelado pelo talentoso Joaquim Phoenix.

A história se passa em um futuro não muito distante, no qual as pessoas estão cada vez mais dependentes da tecnologia. Theodore trabalha em uma empresa escrevendo cartas no lugar dos que não conseguem manifestar seus sentimentos através de palavras. Ele encontra-se um tanto depressivo devido ao fim de seu casamento. Flashbacks mostram que com a mulher ele era feliz de verdade. Atualmente, ele busca prazeres momentâneos em salas de bate-papo e se diverte com um jogo 3D dos mais imersivos.

O panorama começa a se alterar quando Theodre decide comprar um sistema operacional de última geração. Esse programa de computador interage com ele com uma voz feminina possuidora de inteligência artificial, além da capacidade de evoluir a medida que as conversas acontecem. E a voz resolve se chamar Samantha.

Inevitavelmente, os dois se apaixonam. Theodore encontra em Samantha tudo o que busca em relacionamento e o fato de ela não existir fisicamente não se transforma em uma barreira.

E aí, surgem as reflexões. Será que Samantha realmente desenvolve sentimentos por Theodore ou ela apenas foi programada para isso? Será que Theodore investiu nesse romance por ser mais fácil? Afinal, a máquina dificilmente questiona as atitudes dele e está sempre presente para apoiá-lo.

Ela funciona porque conseguimos acreditar e nos envolver com este romance. Joaquin Phoenix tem uma atuação digna de Oscar e a voz de Scarlett Johansson faz toda a diferença. Os diálogos demonstram a enorme química dos atores. A fotografia é outro destaque, com direito a cenas de uma beleza que chega até a ser poética.

Confesso que o final não me agradou tanto, assim como algumas sequências no meio do filme, como aquela com a Olivia Wilde. Vejo muitos críticos endeusando Ela, mas acredito que não é para tanto. De qualquer forma, merece aplausos pela originalidade e pela sensibilidade.
7/10

3 comentários sobre “Crítica: Ela (2013)

  1. Você é um dos poucos que li que teve uma reação mais “morna” com o filme, mesmo assim sua análise é bem interessante. Incrível como você consegue resumir em pequenas frases e criar um texto tão conciso e fácil de entender o seu “recado”.

    Particularmente achei um dos melhores filmes do ano. Adorei tudo o que Spike Jonze fez capitaneado pela excelente atuação de Joaquin Phoenix

    1. Valeu Márcio! Também admiro seus textos, sempre inteligentes e com boas doses de humor!

      Ela realmente não me empolgou tanto assim, mas não tem como não reconhecer os acertos dele.

      E quanto ao Joaquin Phoenix, só tenho elogios. Um dos melhores atores de hoje em dia.

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