Crítica: Fuga de Sobibor (1987)

fuga-de-sobiborBaseado em fatos reais, Fuga de Sobibor mostra a revolta dos prisioneiros do campo de extermínio de Sobibor em busca da liberdade. Apesar de ser feito para TV, o filme não deve nada para os grandes títulos do tema. Esta é uma experiência muito realista e chocante. Vemos aqui diversas atrocidades cometidas pelos nazistas em cenas dolorosas e emocionantes. O diretor Jack Gold, eventualmente, prefere utilizar elipses, mas isso ficou longe de reduzir o impacto, muito pelo contrário. A sequência em que escutamos os gritos dos judeus dentro dos chuveiros é uma prova disso.

A medida que a ideia da fuga vai sendo trabalhada, o suspense ganha terreno. Mesmo sabendo do resultado, não há como não perder o fôlego em algumas cenas. Será que civis debilitados e alguns soldados russos feitos prisioneiros vão ter sucesso em uma investida contra a poderosa SS?

Recomendado para qualquer um que se interessa pela Segunda Guerra Mundial e pela barbárie do Holocausto. Eis mais uma das muitas provas de que a resistência dos judeus existiu, seja pegando em armas ou tentando sobreviver em meio as péssimas condições da melhor maneira possível.  Fuga de Sobibor é muito fiel a História e ainda funciona como cinema. Ganhou o Globo de Ouro de melhor filme feito para TV, merecidamente.
9/10

2 comentários sobre “Crítica: Fuga de Sobibor (1987)

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