Crítica: O Expresso de Xangai (1932)

expresso-de-xangaiO único motivo que me fez considerar O Expresso de Xangai algo tolerável foi a presença da atriz Marlene Dietrich, de resto tive uma experiência arrastada, inverossímil e testemunhei um enredo pífio. Esta é a parceria mais elogiada entre Marlene Dietrich e o diretor Josef Von Sternberg, o que me deixa um tanto inibido para ir atrás dos outros trabalhos da dupla.

Temos aqui um trem que sai de Pequim rumo a Xangai e que encontra percalços pelo caminho. Somos apresentados a alguns dos passageiros, como a “experiente” Shanghai Lilly, um médico do exército britânico, uma velinha estressada com seu cachorro e assim por diante. Logo descobrimos que Shanghai Lilly e o médico tiveram um relacionamento no passado, mas que não foi para frente sabe-se lá por que.

É claro que eles terão a oportunidade de se aproximar novamente, só que a viagem reserva dificuldades, com direito a animais no meio dos trilhos, sequestradores revolucionários e uma guerra civil que bate à porta. Muitas sequências beiram a ingenuidade, tirando qualquer força que o filme poderia vir a ter. E o que dizer sobre a China recriada pelo diretor? Uns consideram algo exótico e aventureiro, para mim é um insulto ao expectador minimamente exigente.

Pelo menos temos a presença enigmática de Marlene Dietrich, esbanjando sensualidade e desferindo diálogos ousados para a época.
6/10

 

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