Crítica: O Atalante (1934)

o-atalante-1934Já não bastasse a notória qualidade do filme propriamente dito, chama a atenção a trágica história do diretor Jean Vigo. Muitos críticos e estudiosos do cinema acreditam que ele poderia ter sido um dos grandes gênios da Sétima Arte, não fosse o seu trágico e precoce fim, vítima da tuberculose aos 29 anos de idade. Enquanto realizava O Atalante, Jean Vigo sofria com os sintomas da doenças, falecendo alguns dias depois da estreia. Uma pena.

O enredo de O Atalante é simples e direto, contando a história de um casal que acaba de se casar e vai passar alguns dias em uma embarcação, em uma viagem de Le Havre até Paris. Dentro do barco, o casal conta com a presença de Jules, um peculiar homem do mar e uma porção de gatos.

Esta é uma daquelas experiências inesquecíveis, principalmente em termos de estéticos. Cada cena possui uma imensa e sensível beleza. São imagens lindas e poéticas, que conseguem nos transmitir os mais variados tipos de emoções. Jean Vigo demonstrou muita sensibilidade neste seu primeiro e último longa-metragem. Infelizmente, só podemos imaginar o quanto ele ainda poderia ter criado.
9/10

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