Crítica: Alexander Nevsky (1938)

alexander-nevskyAlexander Nevsky foi o primeiro filme com som do diretor Sergei Eisenstein, já reconhecido mundialmente pela obra-prima Encouraçado Potemkin. Aqui somos apresentados a uma Rússia prestes a ser invadida pelos teutônicos no século XII. Não há como não fazer um paralelo com a situação mundial em 1938. O filme faz um claro alerta a qualquer um que desejasse atacar a Rússia, principalmente a Hitler: “aqueles que vierem empunhando espadas, por espadas serão abatidos”.

É claro que o ar de propaganda é enorme, mas não podemos negar a qualidade do que vemos. A bela fotografia de Eduard Tisse,  a inesquecível trilha sonora de Sergei Prokofiev  e o talento de Einsenstein se unem e nos entregam cenas de enorme impacto dramático. São várias as sequências de batalhas bem realizadas, com inúmeros figurantes que dão a dimensão épica necessária. O ritmo é outro ponto alto, sempre intenso, não permitindo que nosso interesse se perca.

Pelo lado da propaganda, vemos a exaltação da guerra, da coragem no campo de batalha e do amor a pátria. Nada que atrapalhe a experiência como um todo. Além de importante para o cinema, Alexander Nevsky também é um material de respeito em termos de História.
8/10

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