Crítica: Roma, Cidade Aberta (1945)

cittaapertaEste é um daqueles filmes que se tornaram clássicos desde o nascimento. Roberto Rossellini driblou as limitações técnicas de uma Roma ainda debilitada após o fim da Segunda Guerra e entregou uma obra realista, trabalhando com um estilo quase documental. Estava criada o neorrealismo italiano, movimento que atingiu seu ápice com Ladrões de Bicicleta alguns anos depois.

O enredo mostra a resistência romana contra opressores nazistas. Não há uma história com começo, meio e fim nos moldes como estamos acostumados. É mais um punhado de sequências que mostra as dificuldades e a urgência do período.

Alguns personagens se destacam, como o padre e Pina. O detalhe é que a maior parte dos atores eram amadores, o que deixou as coisas ainda mais naturais.

Roma, Cidade Aberta é uma obra inovadora, influente e marcante. Ajudou a impulsionar as carreiras de Rossellini e Federico Fellini (que assina o roteiro) e ainda foi reconhecido com o grande prêmio do festival de Cannes em 1946.
8/10
 

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