Crítica: No Limite do Amanhã (2014)

edge-of-tomorrow-2014Em um futuro não muito distante, nosso planeta Terra está prestes a sucumbir à uma invasão alienígena. Cage (Tom Cruise) é um oficial do exército sem experiência bélica obrigado a ir para o front de batalha. Sentimos o medo dele nos momentos que antecedem a chegada na praia tomada pelo caos da guerra. Para vocês terem uma ideia, Cage não sabe nem destravar a arma do seu exoesqueleto e tem aversão a sangue. Em poucos minutos, o inevitável acontece: ele morre!

Calma, não se trata de um spoiler. Surpreendentemente, ele acorda no dia anterior e vai reviver tudo isso, com a oportunidade de mudar o próprio destino e o do mundo inteiro. Esse é um exemplo da magia do cinema e da ficção científica! A explicação para tal fenômeno é obviamente absurda, mas qual não seria? Isso é o menos importante.

No Limite do Amanhã mistura elementos de filmes como Feitiço do Tempo, Tropas Estelares e Contra o Tempo, obtendo um resultado dos mais interessantes. Apesar de Cage reviver o mesmo dia ad aeternum, o enredo está longe de ser repetitivo. A edição e a interpretação de Tom Cruise são essenciais para isso. Cruise consegue nos fazer entender quando seu personagem está revivendo alguma situação ou quando encara algo pela primeira vez.

Tal elemento do roteiro abre espaço até para cenas de humor, algo que é executado de maneira que beira a perfeição. Dessa forma, somos embalados por uma história repleta de ação de qualidade, boas doses de humor e atuações competentes, fazendo de No Limite do Amanhã um blockbuster eficiente.

Infelizmente, o filme perde força no ato final e opta por uma resolução pouco imaginativa. Mas sejamos justos, esses deslizes tiram bem pouco do brilho desta ótima Sci-Fi.
8.5/10

2 comentários sobre “Crítica: No Limite do Amanhã (2014)

  1. É mesmo, os finais frequentemente tiram o brilho dos filmes. Mas, pelo que você escreve, “No Limite do Amanhã” tem mérito bastante para distrair os apaixonados pelo gênero sci fi.

  2. O filme me deixou de queixo caído até o término dos créditos finais (não tive grandes problemas com o desfecho, mas aquele SPOILER SPOILER SPOILER beijo foi desnecessário SPOILER SPOILER SPOILER. Tomara que se torne objeto de culto.

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