Crítica: O Sétimo Selo (1957)

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O sueco Ingmar Bergman foi um diretor essencial para a consolidação do cinema como arte e O Sétimo Selo é uma de suas obras mais importantes e aclamadas. O filme se destaca pela qualidade técnica grandiosa e por proporcionar várias reflexões, principalmente ao abordar temas como a morte, a fé, o sentido da vida e a procura por Deus.

Antonius Block é um cavaleiro medieval que retorna a terra natal após participar das cruzadas por 10 anos. No caminho, encontra-se com a Morte e, para tentar ganhar um pouco mais de tempo para buscar o sentido da vida, propõe um jogo de xadrez.

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Ao chegarem na Suécia, Block e seu escudeiro encontram uma terra destruída pela guerra, pela peste, pela fome e pelas superstições. A procissão dos flagelantes reforça ainda mais o clima de juízo final em uma sequência que, na minha opinião, é a mais poderosa de todo o filme.

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O Sétimo Selo não possui uma narrativa exatamente tradicional. Trata-se mais de uma sucessão de cenas que mostram o sofrimento da população e a angústia do personagem principal na busca de Deus. E para deixar tudo mais interessante, podemos considerar o filme como uma alegoria do mundo moderno, afinal nos anos 1950 vivia-se o medo palpável de uma guerra nuclear.

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Mas nem tudo é desespero. O diretor nos mostra que mesmo em um mundo caótico podemos desfrutar de inúmeros prazeres, como a música, o teatro, a companhia de pessoas agradáveis ou um simples pote de morangos silvestres.

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Temos aqui um filme que consegue equilibrar arte e entretenimento de maneira única. Bergman nos permite ter uma experiência estimulante intelectualmente, visualmente agradável e com direito a algumas doses de humor. Confesso que não havia gostado tanto de O Sétimo Selo no primeiro contato que tive com ele, quando eu tinha uns 15 anos. Agora, beirando os 30 e já totalizando 4 sessões, posso dizer que o considero uma obra-prima extremamente rica e que está no meu top 20 de todos os tempos.

o-setimo-selo-a-morteNota: 10

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