Crítica: Touki Bouki (1973)

touki-bouki-3-1-gEstá aí um filme que eu não indicaria para ninguém, apesar de ter gostado de vários aspectos dele. Duas coisas me impedem de recomendá-lo: a sequência inicial mostrando animais sofrendo em um abatedouro e a narrativa dispersa e, em alguns momentos, incompreensível.

Apesar de tudo, o trabalho de estreia do diretor senegalês Djibril Diop Mambéty é uma experiência marcante. A fotografia é extremamente bela e faz o serviço de nos capturar para aquela região da africa. Sequências que retratam os costumes daquele povo tribal também merecem destaque e são essenciais para conferir energia ao filme.

Influenciado pelo neorrealismo, com pitadas de alegoria política, naturalismo e bastante experimentalismo, Touki Bouki retrata o empenho de um jovem casal de sair de Dakar para tentar uma vida melhor em Paris. O desfecho é dos mais imprevisíveis, mas tem mais chances de desagradar do que agradar.
7/10

/a quem o compare a Acossado, o que é pertinente. existem algumas semelhanças de fato, mas o filme de Godard é uma obra-prima revolucionária, algo que Touki Bouki está longe de ser.

/quem viu o filme por favor comente e diga do que gostou e do que não gostou.

 

2 comentários sobre “Crítica: Touki Bouki (1973)

  1. Não conhecia a obra, mas fiquei curiosa após o seu primeiro comentário sobre o longa. E sempre acredito nessa premissa: cada um tem que assistir aos filmes para tomar seu próprio partido sobre a obra e o tema que ela toca.

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